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07
Mar 08
publicado por Luís Veríssimo, às 07:55link do post | comentar

Quem me conhece sabe que tenho uma ligação muito próxima e especial com o Alentejo. Não só por lá ter vivido, como também por a minha família ser de lá (apesar de a paterna estar instalada na zona de Setúbal, onde também vivi). É certo que a minha relação com o meu Alentejo é um pouco de amor/ódio. Cada vez que visito a minha avó materna adoeço. Mas lá está, é o MEU Alentejo e encho-me de orgulho em afirmar que sou de lá.


Isto tudo a propósito da imagem da primeira página do Público (que parece que fez 18 anos esta semana) de hoje:



A Herdade dos Machados em Moura foi comprada por uns espanhóis. Esta compra não seria extraordinária se não estivesse em causa o maior olival português. Não tenho ligações a Moura, nem à Herdade dos Machados, mas esta compra preocupa-me. É certo que os olivais estão protegidos por lei em Portugal, mas em Espanha não, e há uns anos andaram a desmatá-los ao desbarato. "De Espanha nem bom vento, nem bom casamento!". Sim, eu sei que às vezes tenho vontade de ir viver para Espanha...


Curiosamente o tema do jantar de mais logo à noite será o Alentejo. Ai que saudades que tenho...


Concordo. Há muito oportunismo mas até isso é tão tipicamente português. E por isso mesmo, por não haver uma verdadeira vontade de "ser" ibérico, é que eu partilho o receio do Sr. Fernando Santos Jorge. Hoje, devido à situação económica, cobiçamos a gamela do vizinho. No entanto, quando a Ibéria vingasse e todos os ibéricos ou a maioria ficassem ricos (partindo do princípio que seríamos tratados como os espanhóis), será que quereríamos continuar integrados? Há acontecimentos que não podem nunca voltar atrás. Veja-se a União Europeia. Ninguém imagina que se possa sair dela, não é verdade? Esta relação de amor-ódio dos portugueses com os espanhóis, como todas as relações assim, já é instável. Não brinquemos com o fogo e debrucemo-nos antes a apagar os "incêndios" que lavram no NOSSO país (nascido e crescido sempre em contraponto a Espanha).
Quanto à invasão económica, qual é o mal? Quer dizer, Portugal não se desenvolve sozinho e não se deixa desenvolver pelos outros? O que é que é pior? Quem estiver contra que faça algo melhor.
rifa a 22 de Março de 2008 às 14:45

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