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Out 09
publicado por Luís Veríssimo, às 04:06link do post

Ontem de manhã na minha leitura informativa deparei-me com a seguinte notícia do jornal I "E quando o Facebook se revolta contra o Pingo Doce". Seria apenas mais um de muitos fait-divers que o Facebook tem, mas não é bem assim. Em termos de marketing o Pingo Doce (PD) era uma conta apetecível há muito. Em Janeiro do ano passado a contrato com a agência IARB foi renovado. A colaboração entre a IARB e a Jerónimo Martins (JM) remonta aos idos anos 90. Em Setembro deste ano a direcção da JM concedeu sem concurso a conta do PD à agência brasileira Duda Propaganda (por cá é Duda Portugal). Esta agência preparou e concebeu a campanha que já se pode ver por todo o lado, nas televisões, mupis e outdors. Não haveria mal nenhum não fosse o anúncio televisivo ser um estereotipo de anúncios dos anos 80, ou que copiasse o gesto que foi utilizado na campanha publicitária de Lula da Silva quando este foi candidato à Presidência do Brasil em 2002. Para não falar dos clichés e do sol a nascer no mar e da bandeira portuguesa ao contrário... por causa do vento. O PD tinha, já não tem, deixou de ter, uma marca consolidada, uma marca de confiança, uma das melhores comunicações que pode existir para uma cadeia de supermercados. Os grandes concorrentes, Jumbo, Modelo e Continente, tiveram que palmilhar muito para chegar onde o PD chegou em termos publicitários. O que me choca é ver que a IARB foi abandonada de forma ingrata, pois a agência ajudou a marca PD a chegar onde chegou, e vice-versa claro. Aderi ao grupo criado no Facebook porque sou cliente do PD e fiquei triste por ver um bom trabalho de anos ser jogado no lixo. Espero que a JM não mova nenhum processo por difamação à pessoa que criou o grupo no Facebook. Sinceramente gostava que os responsáveis da Jerónimo Martins tenham a decência e a humildade de retirarem a campanha do ar e que peçam desculpas aos clientes e fãs do Pingo Doce.


 


Vejam também:


Gente que não grama o anúncio do Pingo Doce do Duda - Grupo do Facebook contra a publicidade

Descontentamento com a campanha do Pingo Doce cresce no Facebook - artigo no Meios & Publicidade

Anúncio do Pingo Doce alvo de críticas na Net - artigo do Jornal de Negócios

José Carlos Campos: campanha do Pingo Doce não retrata um “país genuíno” - artigo do Briefing

PINGO DOCE: COMO JODER UNA MARCA EN UN ABRIR Y CERRAR DE OJOS - post dum blog espanhol

As pessoas que gostam do novo anúncio do Pingo Doce! - Grupo do Facebook a favor da publicidade


 


Vejam o anúncio:



Acho descabida a criação de um facebook contra este anuncio publicitário. O grande problema do Português é e será sempre valorizar tudo menos aquilo que a si lhe diz respeito. Cresçam e apareçam, só porque o PD celebrou um contracto com uma empresa de marketing e o fechou com outra isso não significa que não o possa fazer. Aliás , que moral tem vocês para falar sobre isso ? quem são vocês para ensinarem um dos maiores empresário de Portugal a fazer o seu trabalho ? Moderem-se, e digo já, seria de muito mau gosto se o anuncio fosse retirado do mercado, o PD é um exemplo de crescimento a nível social, económico e organizacional a nível interno, um exemplo de uma empresa de média existência que se tornou numa das grandes forças comerciais que sustentam hoje este país !

Não mostrem a vossa mesquinhice , e acabem com esta birra infantil, a empresa que o Pingo Doce contrata ou deixa de contratar para fazer os seus anúncios em nada vos diz respeito. Limitem-se à insignificância do comum comprador. Vejam os anúncios , cheguem à loja, comprem, paguem e venham embora !

Sejam coerentes e acima de tudo EDUCADOS.

E digo, aliás repito, esta é uma das maiores produções publicitárias em Portugal, a seguir ao anuncio do Azeite-Galo , e da PT Comunicações é um exemplo de uma forte aposta na comunicação e no desenvolvimento!
Pedro Azevedo a 25 de Outubro de 2009 às 02:15

Questões já referidas como a do mar e a da bandeira invertida são muito importantes. Um "dos maiores empresários de Portugal" não se importará nada de ter um bom feedback sobre os efeitos reais do anúncio. Muita gente peca pelo exagero... eu vou ao PD e tenho alternativas e neste momento não suporto mais ouvir a música no mercado. Não é questão de gostar ou de não gostar, é apenas um massacre que está a ir longe de mais... Percebê-lo é mais interessante para o PD do que para qualquer outro interessado. Além do mais, a angariação de novos clientes não se faz entrando em conflito com os já existentes...
André Martins a 24 de Novembro de 2009 às 18:24

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