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Mai 08
publicado por Luís Veríssimo, às 19:26link do post | comentar

No dia seguinte, não vi o Dunas e confesso que senti a sua falta, embora nunca soubesse ao certo se ele viria ou a hora a que chegaria. Levantei-me mais cedo do que o costume, preenchi a manhã com a escrita e, depois do almoço, pedalei até à aldeia, pois, pela primeira vez desde que chegara, tive saudades de um cafezinho antes de voltar ao trabalho.


Havia apenas um café na aldeia, que tinha uma televisão estrategicamente colocada numa prateleira pouco abaixo do tecto para que todos pudessem ver. O som estava altíssimo e foi difícil encontrar uma mesa vaga, mas o cafezinho soube-me bem, muito melhor do que os instantâneos que eu fazia em casa. Quando chamei o empregado para pagar, se ele sorriu como se me conhecesse e, porque ficou tempo de mais a olhar-me, tive de perguntar-lhe se queria saber alguma coisa.


Maria Teresa Maia Gonzalez


O Guarda da Praia


1.ª edição, reimpressão: Julho, 1999


Editorial Verbo


nota: Maria Teresa Maia Gonzalez é também autora de A Lua de Joana. E é também co-autora, com Maria do Rosário Pedreira, da colecção O Clube das Chaves.

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13
Mai 08
publicado por Luís Veríssimo, às 20:02link do post | comentar | ver comentários (4)

Adoro perna de peru assada e nunca a consigo fazer da mesma forma. Ontem a perna de peru saiu-me assim:


 


Receita para 2 pessoas:


 


Ingredientes:


- uma perna de peru grande;


- uma cabeça de alho;


- sumo de 2 limões;


- vinho verde;


- sal grosso;


- piri-piri;


- azeite.


 


Preparação:


Esfrega-se a perna de peru com sal grosso. Coloca-se a perna num pirex. Rega-se com o sumo dos limões e logo de seguida com um pouco de vinho verde. Colocam-se por cima da perna os alhos laminados e o piri-piri. Por fim rega-se com um pouco de azeite. Leva-se ao forno durante uns 40 minutos. A meio da cozedura dá-se uns golpes na carne.


 


Notas:


De acompanhamento sugiro batatas assadas no forno. Ontem coloquei as batatas cruas com um golpe a meio num pirex com água dentro. Polvilhei as batatas com sal e reguei-as com azeite. Cozinharam durante 20 minutos.


12
Mai 08
publicado por Luís Veríssimo, às 23:25link do post | comentar | ver comentários (3)

"Há dias descobri que a minha capacidade de amar se tinha esfumado há muito."


Disseram-me isto há umas semanas atrás. Eu fiquei sem palavras. Nada disse. Nunca sei o que dizer nestas situações. Estas afirmações quase que fatalistas deixam-me sem resposta. Eu gosto de ter a capacidade de amar. Ter esta capacidade e possibilidade é extremamente enriquecedor.


11
Mai 08
publicado por Luís Veríssimo, às 23:35link do post | comentar | ver comentários (2)

Afinal até me atraem as mulheres de mamas pequenas... Tendencialmente sinto-me muito atraído por mulheres com mamões  (mamas grandes e/ou muito grandes). Desde há umas duas ou três semanas para cá que ando a olhar uma das minhas colegas de natação de modo diferente. Comecei a encontrá-la antes de entrarmos para os balneários, pois passei a chegar uns minutos antes da hora. Começamos a conversar sobre tudo e sobre nada. São apenas dois deditos de conversa, mas sabem-me bem. Ontem ficámos na mesma equipa de basquete aquático e ela fartou-se de me passar a bola. À partida esta minha colega não me atrairia pois tem o peito pequeno. Contudo o que é certo é que me atrai...


10
Mai 08
publicado por Luís Veríssimo, às 23:45link do post | comentar | ver comentários (3)

Detesto, mas é que detesto mesmo, que à saída das cancelas do Metro um fulano qualquer queira sair colado a mim, com a validação do meu bilhete. Mas é que detesto mesmo. Quase que fico fora de mim. Hoje aconteceu-me isso. Normalmente consigo aperceber-me da situação e faço qualquer coisa (ou mudo de canal, ou passo muito devagar). Mas hoje não consegui evitar o gajo. Passei-me com o cab***. Ainda lhe dei um encontrão à passagem pelo canal, ia caindo. Refilei tanto, tanto com o fulano. Mas também fico lixado porque os funcionários do Metro que estão no seu posto de trabalho nada fazem. Ora se eu pago um bilhete com o meu dinheiro que me custou a ganhar é para eu usufruir e não outros. Detesto mesmo!


08
Mai 08
publicado por Luís Veríssimo, às 22:20link do post | comentar | ver comentários (2)

O que fazer quando a vida é maior que aquilo que podemos suportar?


 


Nada! Não fazemos nada. Absolutamente nada. Deixamos que a vida seja assim: grande, e que com ela possamos também ser grandes.


 


Nota: O que quero dizer é que a dimensão da minha vida é maior que eu (fisicamente, psiquicamente, etc.). Mas ando a tentar ser tão grande quanto a minha vida (ou ainda maior). E não me tenho dado nada mal. Mas nem queiram saber o prazer e o cansaço, que me dá esta batalha.


07
Mai 08
publicado por Luís Veríssimo, às 17:57link do post | comentar | ver comentários (4)

Devido aos meus problemas de saúde durante a infância eu era utente do Hospital D. Estefânea. Morava então em Setúbal e vinha a Lisboa pelo menos uma vez por mês. Como é óbvio, detestava vir a Lisboa. Aí pelos 9 ou 10 anos dizia aos meus pais, principalmente à minha mãe, que quando fosse adulto eu nunca viveria em Lisboa. O que é certo é que vai fazer 8 anos (não tenho a certeza, pois já perdi a conta) que vivo na cidade de Lisboa. Desde que vim morar para Lisboa que digo que nunca irei morar para os arredores de Lisboa. Qualquer dia mordo a língua de cada vez que disser "nunca". Tenho que aprender a dizer "nunca"...


06
Mai 08
publicado por Luís Veríssimo, às 20:00link do post | comentar | ver comentários (2)

Esta é a minha receita de Peru Cordon Blue. Bifes magros e não panados.


 


Receita para 4 pessoas:


 


Ingredientes:


- 8 bifes médios de peru;


- 8 fatias de fiambre de porco da perna;


- queijo ralado;


- vinho verde;


- pimenta preta;


- sal grosso.


 


Preparação:


Tempera-se os bifes com pimenta preta e sal grosso. Coloca-se as fatias de fiambre em cima dos bifes. Depois coloca-se o queijo ralado por cima do fiambre. Enrolam-se os bifes sobre si mesmos e utilizam-se palitos para segurá-los. Num pirex coloca-se um pouco de vinho verde, apenas para os bifes não pegarem. Dispõem-se os bifes no pirex e leva-se ao forno, no máximo, durante 30 minutos. Ao fim destes 30 minutos, apaga-se o forno e espera-se uns 10 minutos até se servir.


 


Notas:


Os bifes deverão ser servidos acompanhados sempre com salada portuguesa e com, ou puré de batata, ou arroz branco, ou esparguete.


05
Mai 08
publicado por Luís Veríssimo, às 23:57link do post | comentar | ver comentários (2)

Sabe bem passar os dias sem nada para fazer... Gosto destes dias. Dias de calma e sossego. Andava mesmo a precisar dalguma paz de espírito. Sinto-me mais leve. É tão bom ter estes dias leves. Agora vou dormir como uma pluma.


02
Mai 08
publicado por Luís Veríssimo, às 06:03link do post | comentar | ver comentários (1)

Hoje durante a noite fizeram-me o infeliz favor de recordar uma certa noite de Santo António. Já se passaram uns bons anos desde essa noite. Mas essa noite ainda é lembrada nas conversas de MSN que tenho com o Giovanni. São conversas sempre marcadas por um erotismo disfarçadamente alcoolizado. São conversas substancialmente agradáveis. São conversas daquelas que eu gosto de ter, particularmente no MSN. Hoje, aliás esta noite, incidiu na dita noite de Santo António de há uns anos. O passado foi mais uma vez exposto. Olhando do presente para essa noite, não me consigo rever naquele Luís. Um Luís pouco ponderado, pouco sensato e muito altivo. Mas pensado melhor... eu sempre fui assim. Já mesmo antes da morte da minha mãe o era. Mas voltando àquela noite... Diz-me o Giovanni que eu fiz uma escolha. Sim, fiz uma escolha (pouco ponderada, pouco sensata e muito altiva), mas uma escolha baseada nos sentimentos. As escolhas devem ser baseadas no que diz o coração e não no que diz a razão. Pelo menos era o que o Luís romântico daquela altura pensava. Hoje, no presente, já nem sei o que penso sobre este assunto das escolhas. Ora bem, segundo o Giovanni aquela minha escolha influenciou a vida de várias pessoas... A conversa continuou, desnecessariamente, a remexer, a esmiuçar, a revolver aquele passado. A lady é que tem razão: "Há feridas que só não doem se não lhes mexermos."! Tal e qual a escolha feita naquela mal dita noite. O que é realmente verdade, é que a conversa desta madrugada foi mesmo um regresso ao passado.


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