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15
Abr 08
publicado por Luís Veríssimo, às 13:22link do post | comentar | ver comentários (3)

...todos (e todas) nós somos aquilo que concebemos, aquilo que criámos, somos o animal inventado. Desde o primeiro momento em que criamos a personagem temos que ter cuidado. A personagem nunca poderá ser o animal dominante dentro de nós. Caso deixemos, por descuido ou propositadamente, que a personagem domine, passamos a ser completamente a personagem e não nós. Seria muito mais simples não criarmos personagem alguma. Seria muito mais simples dar um tiro no animal assim que víssemos um vislumbre dele. Seria, claro que seria. Mas isso é raro acontecer, senão mesmo impossível. Ou seja, criamos sempre uma personagem. Uma para o trabalho, uma para os amigos, uma para a família, uma para nós mesmos, etc. Tendencialmente apenas criamos uma única personagem com várias variações, ou se quisermos, com várias mutações. Temos que ver este animal inventado como um tuxedo que tiramos do armário todos os dias e o vestimos. Não podemos ter a indumentária sempre vestida, mesmo que nos assente muito bem. Temos que ser nós a dominar e não o nosso outro eu. O saia-casaco não é mais que um outro eu de nós mesmos. Tentem fazer este exercício. Verificarão que será para além de ser difícil, será recompensador.


14
Abr 08
publicado por Luís Veríssimo, às 15:01link do post | comentar

Aulas sobre Estética


21. Sei exactamente o que acontece quando uma pessoa que percebe muito de fatos vai ao alfaiate e sei também o que acontece quando vai lá uma pessoa que não sabe nada de fatos - o que diz, o que faz, etc. Há um número extraordinário de casos diferentes de apreciação. E, claro, aquilo que sei não é nada comparado com aquilo que se podia saber. Para dizer o que é a apreciação teria por exemplo de explicar a enorme verruga que é o artesanato, essa espécie particular de doença. Teria também de explicar aquilo que os nossos fotógrafos fazem hoje - e a razão por que é impossível obter uma fotografia decente de um amigo, mesmo que se pague mil libras.


Ludwig Wittgenstein


Aulas e Conversas


3.ª edição, impressão: Dezembro, 1998


tradução de Miguel Tamen


Edições Cotovia


nota: Ludwig Wittgenstein nunca escreveu um livro, este Aulas e Conversas sobre Estética, Psicologia e Fé Religiosa, foi compilado a partir de notas recolhidas por Yorick Smythies, Rush Rhees e James Taylor, organizadas por Cyril Barrett.


13
Abr 08
publicado por Luís Veríssimo, às 22:05link do post | comentar | ver comentários (5)

Devo ter mel! Devo ter tanto mel que até devo enjoar... Nos dias que correm toda a gente me quer... que seca. Podem deixar-me a braguilha, sff. Mas lá está... quem eu quero... The usual, as usual!


12
Abr 08
publicado por Luís Veríssimo, às 20:30link do post | comentar | ver comentários (1)

E a saga Bossa Nova continua.


Em Fevereiro último levantei nesta saga o problema da Bossa Nova estar ou não a ser reinventada. Indo mais a fundo na questão: se teria os seus dias contados. Para comprovar que a Bossa Nova poderá respirar de alívio trago-vos este mês duas excepcionais cantoras: Bebel Gilberto e Maria Rita. Ambas são filhas de peixe. Ambas estão mais ligadas ao samba. Ambas com voz e corpo muito bonitos. 


 







 1. Um Segundo, Bebel Gilberto, Momento (2007)


Bebel Gilberto (n. 1966) é filha de João Gilberto e Miúcha. Dela apresento-vos a música "Um Segundo" do seu último álbum. Desta música gosto da forma como as palavras estão encadeadas. Sinto que esta música tem uns laivos de jazz, sobretudo lá mais para o final. É uma das melhores músicas deste álbum.


 


1. Um Segundo


De tanto esperar você me ligar

Eu não pude me controlar

Acabei por ligar de novo então

Então te mostrar tudo em vão



Te dou apenas um segundo

Pra me encontrar bem lá no fundo

Pra então me mostrar o que eu não pude ver

O que eu não pude ser



Me dê só mais um segundo

Pra te dizer lá no meu mundo

O que eu não pude mais dizer

Não pude te contar, não pude mais falar



De tanto contar com você pra dançar

Eu não sei mais como levar

Sem ter mais nenhum volume no meu som

Eu não sei como mais cantar



Te dou apenas um segundo

Pra me encontrar lá bem no fundo

Pra me pecar e me rolar, pra me deixar contar

O que eu não sei contar



Te dou apenas um segundo

Pra me dizer baila no fundo

O que não soube te contar, não soube mais falar

Não soube mais cantar...
 


 







2. Pagu, Maria Rita, Maria Rita (2003)


Maria Rita (n. 1977) é filha de Elis Regina e de César Camargo Mariano. Tentou sempre afastar-se da sombra da mãe e até tem conseguido. A versão desta música aqui apresentada é a do primeiro álbum. Tinha Maria Rita na altura uns 26 anos, ainda não tinha a voz bem formada. Agora com 31 anos esta música soa muito melhor.


 


2. Pagu


Mexo, remexo na inquisição

Só quem já morreu na fogueira

Sabe o que é ser carvão

Eu sou pau pra toda obra

Deus dá asas à minha cobra

Minha força não é bruta

Não sou freira nem sou puta



Porque nem toda feiticeira é corcunda

Nem toda brasileira é bunda

Meu peito não é de silicone

Sou mais macho que muito homem




Sou rainha do meu tanque

Sou Pagu indignada no palanque

Fama de porra-louca, tudo bem

Minha mãe é Maria-Ninguém

Não sou actriz-modelo-dançarina

Meu buraco é mais em cima



Porque nem toda feiticeira é corcunda

Nem toda brasileira é bunda

Meu peito não é de silicone

Sou mais macho que muito homem


10
Abr 08
publicado por Luís Veríssimo, às 16:18link do post | comentar | ver comentários (4)

aqui tinha dito que no dia 19 de Abril, 2008, sábado, haverá jantar de bloggers em Lisboa. O Jantar será no restaurante Caruso no Páteo Bagatella, na Rua da Artilharia 1 (ver mapa aqui). O encontra é às 19h e o jantar inicia-se às 20h. Ainda é possível, a quem queira ir (mesmo que não seja blogger), fazer-se de convidado. Consultar os blogs dos organizadores, o Zé e o Paulo do blog Felizes Juntos e o Pinguim do blog whynotnow. Eu vou!

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publicado por Luís Veríssimo, às 10:46link do post | comentar | ver comentários (2)

Visionado em Bilbao com a KáKáMar em Dezembro de 2007.





Trailer: 5


Cartaz: 5


Diálogos: 3,5


Realização: 5


Fotografia: 5


Montagem: 5


Argumento: 4


Interpretações: 4


Efeitos Especiais: 5


Cenários (interiores): 4


Média: 4,55


Classificação Geral: 5 em 5


Aspecto Negativo:


O ser comparado com o filme Cloverfield, apesar de REC ter estreado antes.


Aspecto Positivo:


Como um argumento simples, nada estraordinário, mas com uma realização e uma montagem exímias surge um filme muito interessante.


09
Abr 08
publicado por Luís Veríssimo, às 22:19link do post | comentar | ver comentários (2)

A genericamente denominada "Terceira Travessia do Tejo" (TTT) irá surgir entre Chelas e o Barreiro. Já está tudo definido e tratado. O concurso público começa já em Novembro próximo. Irá ser uma ponte monstruosa, nomeadamente em termos de largura. Seis faixas de rodagem, três em cada sentido, mais quatro faixas ferroviárias, duas para o comboio de alta velocidade e mais duas outras para o comboio normal. Poderá vir a ser uma das pontes mais largas do mundo, a rondar os 500 metros. Deverá ter 13km de comprimento, sendo 7 ou 9 sobre a água. Sou um amante confesso de construções, sejam elas quais forem. Têm é que ser muito bem planeadas e pensadas, não podem ser construções só porque sim.


Nestas grandes obras há outra coisa que adoro: são os nomes escolhidos. Nem sempre os nomes são consensuais. Eu e o meu amigo António C. temos andado a ter umas agradáveis discussões sobre o nome da TTT e do Novo Aeroporto. Eu aposto em nomes políticos (mais à esquerda) para um dos dois, ou então nomes ligados ao 25 de Abril (Salgueiro Maia e/ou Zeca Afonso). Apesar dos nomes políticos para grandes obras nem sempre gerarem consenso. Achei curioso o António C. ter sugerido hoje os nomes de Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Também achei curioso terem surgido nomes como o de Fernando Pessoa ou Luís de Camões. E que tal o nome de Aristides de Sousa Mendes? Hmmm...


Este post apenas foi criado para o registo da futurologia, que eu tanto gosto de fazer. Pois nós todos cá estaremos em 2013, 2014, ou 2015, para sabermos o nome da TTT e do Novo Aeroporto.

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08
Abr 08
publicado por Luís Veríssimo, às 17:23link do post | comentar | ver comentários (1)

Ainda não fugi. Ainda não emigrei. Ainda não desapareci.


Estes últimos dias têm sido particularmente agitados.


04
Abr 08
publicado por Luís Veríssimo, às 16:05link do post | comentar


A partir de hoje faço parte de outro planeta, o PlanetAnfíbio. "O PlanetAnfíbio é um agregador de blogs alojados no Sapo. (...) O agregador baseia-se na plataforma web 2.0 Yahoo Pipes e, disponibiliza os últimos 25 posts publicados pela comunidade aderente." Visitem o PlanetAnfíbio e visitem todos os seus membros, tenho a certeza de que vão gostar.


publicado por Luís Veríssimo, às 04:50link do post | comentar | ver comentários (2)

A pêra desfaz-se-me na boca. É tão deliciosa. Ouço muita música, pois há que fazer muita e boa pesquisa para estes posts. Estas que ouço são deliciosas. Ah! E como também um daqueles chocolates que se fazem nos Alpes e se desfazem na boca. Delicioso... A meloa que comprei ontem (ou terá sido anteontem) tem um cheiro delicioso. E o sabor? Nem vos digo, nem vos conto. Adoro fruta! Adoro comida! Adoro comer! Dá-me mesmo muito prazer. Tenho em mim o prazer da comida. Delicioso!


Bem, esta é a minha terceira noite de trabalho e estou um pouco tontinho. Mereço um desconto.


delicioso/a, adjectivo: que causa delícia; agradável; aprazível; saboroso; excelente; (do latim deliciÓsu-, «id.»). Informação aqui.


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