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16
Fev 08
publicado por Luís Veríssimo, às 06:00link do post | comentar | ver comentários (1)


«O cabelo ondulado tentava tapar o que o decote do vestido negro teimava em mostrar. Alheia à confusão que reinava Gilda observava uma loja de roupa para bebés. Quereria isto dizer alguma coisa? Aproximei-me de si tentando não a assustar. Entreguei-lhe o ramo de estrelícias, as suas eternas e exóticas flores. Deu-me um longo beijo, que supus apaixonado. As minhas mãos precorreram-lhe as curvas do seu delicioso corpo. "Quero ter um filho teu!" diz-me logo de seguida. Fiquei atónito, nada lhe respondi. Afinal queria dizer alguma coisa o facto de estar a ver aquela montra. Beijei-a de novo, agora com mais intencidade ainda. Os seus longos dedos despenteavam-me as melenas. Apertei-a ainda mais contra mim. Senti vindo de si o calor do nosso terrível amor.  O beijo foi eterno e logo de seguida terminou.»


Gilda


14
Fev 08
publicado por Luís Veríssimo, às 11:10link do post | comentar


Os filmes de amor são bons de se ver em qualquer altura, mas mais ainda nesta altura. Para assinalar a data escolhi este "Abaixo o Amor" (Down With Love , 2003 de Peyton Reed). O filme é realmente uma história de amor típica, com todos os clichés de uma comédia romântica. As interpretações de Renée Zellweger e Ewan McGregor estão deliciosas, pois são performances muito descontraídas. Contudo a forma como está realizado é o mais interessante, principalmente a montagem e a fotografia. Fica aqui a música final do filme cantada pelos portagonistas "Here's To Love". 



13
Fev 08
publicado por Luís Veríssimo, às 20:20link do post | comentar

Como não sabia o que fazer com os tomates pelados e com os cogumelos frescos e como detesto deitar comida fora fiz uma pasta para comer ontem ao almoço.

 

Ingredientes:

 

- tomates pelados (enlatados);

 

- cogumelos frescos;

- sal;

- massa de alho com piri-piri;

- óregãos;

- azeite;

- vinho tinto;

- delícias do mar;

- Tagliatelle Verde1.

 

Preparação:

Laminar os cogumelos e colocá-los na frigideira com o azeite pré-aquecido. Temperar com sal e deixá-los refogar mexendo sempre durante uns 5 a 8 minutos em lume brando e tapados. Colocar os tomates pelados previamente picados e o resto do líquido da lata. Adicionar um pouco de vinho, só para dar cor. Junta-se as delícias do mar já desfiadas. Acrescenta-se um pouco de massa de alho com piri-piri e rectifica-se o tempero (normalmente eu não adiciono mais sal). Deixa-se cozinhar durante uns 10 minutos. Entretanto coze-se a massa2, utilizei o resto do tagliatelle verde1. Serve-se a pasta bem quente e polvilhada com óregãos. O resultado deve ser:

 

Notas:

1 - Normalmente o Tagliatelle Verde é de espinafres, mas nem sempre.

2 - A massa é sempre, sempre cozinhada al dente.


publicado por Luís Veríssimo, às 18:30link do post | comentar

Hoje acordei com fome... e tenho andado assim o dia todo. Deve ser das tardes de trabalho. Pode ser que assim engorde os 5kg que me faltam. Pequenalmocei bem e almocei também bem. Mas antes de vir trabalhar passei pelo MacDonald's e petisquei 4 MacNuggets a 1€. Pelas 17h e qualquer coisa lanchei no bar da empresa por 1,61€: uma sandes de frango com tomate e alface, um iogurte líquido Mimosa de banana, e uma fatia (pequena) de molotov. E antes de jantar se calhar ainda vou comer mais qualquer coisinha...


publicado por Luís Veríssimo, às 18:00link do post | comentar

«Conheceram-se em 2004 no dia 13 de Fevereiro. Era uma sexta-feira algo gelada. Esse Inverno foi friorento. Véspera do tão temível Valentine's Day. Temível para os "encalhados". Não que isso fosse já um problema sério para ambos. Temível por ser também sexta-feira 13, dia de todos os azares, ou talvez sortes.


Carmensita por essa altura dedicava algum do seu tempo livre à internet e a conhecer rapazes. Andava numa de sexo descartável. Sabia-lhe bem. Adorava usar e ser usada. Mas lá no fundo, no fundo sentia que alguma companhia lhe fazia melhor.


Diogo queria apenas tempo para si. Dedicar-se ao trabalho a todo o custo. O mais importante no momento era a carreira. Mas lá arranjou tempo para dois jantares naquela semana. Um com uma conhecida da internet e outro com amigos.


Combinaram jantar no Restaurante Argentino das Escadinhas do Duque. Marcaram às 20h30 na entrada principal da Estação do Rossio. A hora marcada foi respeitada por ambos, pois ambos são cumpridores dos horários. Carmensita por questões profissionais. Diogo por questões educacionais. Apesar do frio a noite estava límpida e agradável, propícia a encontros amorosos. Ela na altura morava em Benfica e resolveu ir de carro. Não lhe apetecia andar de transportes toda embonecada. E assim teria mais algum tempo para se arranjar. Já ele morava ainda em casa dos pais em Alfama e foi a pé, apesar do frio. Pensou que ir a pé lhe iria fazer bem. Assim poderia desanuviar um pouco a cabeça do trabalho. Lá subiram as Escadinhas do Duque calmamente, como se a vida fosse deliciosa. E sim, a vida sabe às vezes ser deliciosa. Diogo falou pouco, foi comedido em cada palavra que disse. Carmensita já não. É e sempre foi uma fala barato. É muito fácil ter uma conversa com ela. A ele têm que ser por vezes arrancadas as palavras. O restaurante estava apinhado. O que lhes valeu foi que Carmensita havia reservado mesa. O jantar correu-lhes bem. Comeram um delicioso bife de carne de vaca argentina e beberam um bom vinho também argentino. Demoraram-se no jantar, na comida, na bebida. Depois do segundo copo Diogo já estava mais solto. Carmensita não podia abusar muito, pois ainda ia conduzir. Mas abusou... Abusou tanto que convidou Diogo a um copo em sua casa. Este também já abusado de vinho aproveitou e foi. Abusaram sexualmente um do outro. Era o que queriam. Um momento meramente sexual. Deliciaram-se com o suor, o cheiro, a sede, a vontade, dos dois. Depois das delícias estavam ambos cansados e vira-se Diogo muito ensonado para Carmensita:
- Era capaz de dormir abraçado a ti...


- O quê? Estás louco! - respondeu-lhe muito indignada. - Não temos intimidade para essas coisas.


- Vais-me obrigar a ir para casa a estas horas? - eram já 04h.


- Obrigar, obrigar não vou... - Carmensita dá um beijo cínico em Diogo. - Vou apenas expulsar-te literalmente de casa. Apenas isso.


- Como?


- Vá veste-te lá que tenho que descansar.


Atónito e em silêncio Diogo lá se vestiu. Sentiu-se mesmo abusado. Mas afinal não era o que ambos estavam a precisar?»


publicado por Luís Veríssimo, às 12:36link do post | comentar

Com "amigos" Barack Obama diz melodicamente "Yes we can!". Eu também can muita coisa. Do dizer ao fazer vai um grande, grande passo. Uma América imensa, um país assustador, um poder esmagador. Será que can?


Hillary Clinton pode ser uma "mulher frígida" mas se quiser também can qualquer coisa. Já quer fazer do seu Clinton um super-ministro dos negócios estrangeiros ou algo do género. Ela querer quer... e eu acredito nela!


E assim o Democratic Party continua indeciso. O que já revela alguma instabilidade.


Mais informação detalhada aqui.


10
Fev 08
publicado por Luís Veríssimo, às 20:20link do post | comentar

Ontem à noite convidei o ROM e o Mr Fitghs para jantarem comigo. Fiz-lhes a minha Bolonhesa de Porco acompanhada com Tagliatelle Verde1. As fotos dos pratos é que não ficaram nada de jeito. Mas aqui fica a receita.

 

Ingredientes:

- 500gr de carne de porco picada;

- meio chouriço de carne;

- 4 tomates frescos;

- 2 tomates pelados (enlatados);

- 1 cebola média;

- cogumelos frescos;

- 1 limão;

- sal;

- massa de alho c/ piri-piri;

- óregãos;

- azeite;

- vinho tinto;

- queijo da Ilha ralado;

- Tagliatelle Verde1;

- 1 pacote de salada de rúcula selvagem;

- vinagre balsâmico.

 

 

Preparação:

Tempera-se2 a carne de porco picada com vinho tinto, sumo de um limão e sal, e deixa-se repousar. De seguida refoga-se a cebola picada de forma muito miudinha em azeite. Quando a cebola estiver transparente coloca-se o tomate fresco e o tomate pelado (picados também de forma muito miúda) no refogado. Baixa-se o lume e põe-se a carne, misturando-a bem com o molho de tomate. Logo de seguida junta-se o meio chouriço de carne bem picado. Por fim misturam-se os cogumelos frescos picadinhos no preparado. Rectificam-se os temperos e deixa-se cozinhar em lume brando durante uns 10 minutos. Serve-se bem quente com o tagliatelle verde1 cozido al dente. Ao ser servido polvilha-se a carne com óregãos e queijo da Ilha ralado. Pode-se acompanhar também com uma salada de rúcula selvagem temperada com azeite, sal e vinagre balsâmico.

 

Notas:

1 - Normalmente o Tagliatelle Verde é de espinafres, mas nem sempre.

2 - Não é necessário deixar a carne a marinar durante muito tempo. Este tempero pode ser feito na hora antes de se cozinhar a carne.


publicado por Luís Veríssimo, às 13:03link do post | comentar | ver comentários (2)

Esta noite o meu sonho envolvia um grupo enorme de pessoas, supostamente amigos e amigas minhas. Não me lembro quantas pessoas eram ao todo, sei que eramos bastantes. Este grupo ganhou uma espécie de livre trânsito para uma espécie de spa. Nessa espécie de spa poderíamos usufruir de todos os serviços disponíveis, coisa que não aconteceu a dada altura e houve discussão. Sim, essa discussão foi provocada por mim... No momento da discussão, lembro-me que estava com um rapaz e uma rapariga que sei que não os conheço, poderei vir a conhecê-los (coisa que já me aconteceu). Eu, o rapaz e a rapariga discutimos de tal forma com uma funcionária do spa que acordei a gritar e muito agitado. Adoro estes sonhos...

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07
Fev 08
publicado por Luís Veríssimo, às 17:33link do post | comentar

Chorei ontem. Ontem ao telefone chorei. Afinal choro... Não gosto de chorar. Chorar é (para mim) um sinal de fraqueza. Ao telefone ontem nem sei porquê comecei a chorar. Tentei conter o choro, não consegui. Ando bem. Não sei qual foi a razão. Curiosamente estava a ouvir esta música... 



Cristina Branco - Meu Amor, Meu Amor (Meu Limão de Amargura)


poema: Amália Rodrigues 




Meu amor, meu amor
Meu corpo em movimento
Minha voz à procura
Do seu próprio lamento.

Meu limão de amargura


Meu punhal a crescer
Nós parámos o tempo


Não sabemos morrer 
E nascemos, nascemos
Do nosso entristecer


Meu amor, meu amor
Meu pássaro cinzento
A chorar a lonjura
Do nosso afastamento

Meu amor, meu amor
Meu nó de sofrimento
Minha mó de ternura
Minha nau de tormento



Este mar não tem cura
Este céu não tem ar
Nós parámos o vento
Não sabemos nadar
E morremos, morremos
Devagar, devagar


publicado por Luís Veríssimo, às 08:32link do post | comentar



Gosto de comer torradas acabadas de fazer. Cheiinhas de manteiga e doce de cereja caseiro da D. Mina e queijo de Nisa. Ao lado uma caneca de leite bem quente. Apanhei algum frio no regresso do trabalho a casa e só me apetecem coisas bem quentinhas. A cama e o edredão esperam-me...


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