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Jan 10
publicado por Luís Veríssimo, às 11:04link do post | comentar | ver comentários (3)


Sinopse: "Diz-se que foi na Grécia Antiga que nasceu a Civilização Ocidental e que foi em Atenas, vários séculos antes de Cristo, que nasceu a Democracia. Nas comédias de Aristófanes, por sinal um conservador, no violento e insurrecto humor com que nelas retrata a vida daquela cidade ‘perfeita’, nestes textos escritos há 2.500 anos, fomos encontrar o material para a composição do guião deste espectáculo. É com as confusões e as dificuldades da vida numa sociedade que se quer democrática, a corrupção da sua política, o seu desejo de paz, as suas saudades do campo, a maneira como convive com os seus ‘poetas’, as peripécias sexuais e conjugais que se geram na coexistência do público e do privado, em suma, com a vida da polis, e através das mais que inevitáveis semelhanças com os contratempos dos nossos dias, que este espectáculo quer brincar. Uma grotesca metáfora de todas as Cidades, construída por um grande grupo de actores no palco do São Luiz, teatro da cidade de Lisboa." Luis Miguel Cintra



A cidade, a polis, aquela coisa mística, que em última instância é a representação do estado. A cidade, a polis, cheia de inconsistências, infortuneos e imoralidades. A cidade, a polis, vista pelas comédias de Aristófanes, resgatadas para os dias de hoje por Luís Miguel Cintra. A companhia do Teatro da Cornucópia leva à cena "A Cidade" no Teatro São Luiz. Apesar de ser uma comédia que tende a ser difícil pelo simples facto de ter 3h45 e de o som não ser dos melhores, esta peça é maravilhosa. Sendo a segunda parte melhor que a primeira, contudo é nesta parte que se pode assistir ao melhor quadro da peça: um fabuloso Nuno Lopes a infiltrar-se no mundo das mulheres. Com um elenco enormíssimo, em todos os sentidos, em número e em talento. A destacar-se está o incontornável Luís Miguel Cintra e as brilhantes Márcia Breia, Maria Rueff e Luísa Cruz (sobretudo com o seu pássaro). Nesta cidade cabe tudo: desde o pai que vende as filhas, a um Eurípedes martirizado, passando pelo poder assumido pelas mulheres, elas que representam todas as desgraças do mundo, qual Evas. Se estes atractivos não forem suficientes há ainda o nu (quase) integral de Nuno Lopes. Resumindo, iconicamente, esta peça é uma Revista à Portuguesa com textos gregos.



Info:


A CIDADE, colagem de textos de Aristófanes


(Excertos de Os Acarnenses, Lisístrata, Paz, Pluto, As mulheres que celebram as Tesmosfórias, As Nuvens, Os Cavaleiros, As Mulheres no Parlamento e As Aves) co-produção com o Teatro Municipal de S. Luiz. 


Tradução: Maria de Fátima Sousa e Silva e Custódio Magueijo


Adaptação e colagem: Luis Miguel Cintra


Encenação: Luis Miguel Cintra


Elenco: Bruno Nogueira, Carolina Villaverde Rosado, Dinarte Branco, Dinis Gomes, Duarte Guimarães, Gonçalo Waddington, José Manuel Mendes, Luísa Cruz, Luis Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Márcia Breia, Maria Rueff, Marina Albuquerque, Nuno Lopes, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Rita Loureiro, Sofia Marques e Teresa Madruga.

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28
Mar 08
publicado por Luís Veríssimo, às 11:42link do post | comentar | ver comentários (2)

Ontem em dia mundial do teatro fui ao cinema... Fui à Cinemateca ver "A Comédia e a Vida" ("The Golden Coach/ La Carozza d' Oro", de 1952 de Jean Renoir). O filme é protagonizado pela italiana Anna Magnani.


«Baseado numa peça de Prosper Merimée, que estabelece paralelos entre a comédia e a vida, como diz o título português (...) este é um filme que assume o seu aspecto teatral e artificial. Foi realizado em três versões, inglesa, francesa e italiana, sempre com os mesmos actores.»


A versão apresentada foi a inglesa, considerada por Renoir a melhor das três. O filme é realmente uma justíssima homenagem ao Teatro e à Vida. Adorei o convite. Já nem me lembrava as saudades que tinha de ver grandes clássicos no grande ecrã.



23
Dez 07
publicado por Luís Veríssimo, às 17:08link do post | comentar

Ontem à tarde um simples telefonema a um amigo levou-me a uma agradável surpresa. Ontem à tarde um simples telefonema a um amigo levou-me a uma agradável noite. Um bom jantar e uma ida ao teatro. O jantar foi no Nood  e a peça de teatro que fomos ver foi A Bíblia: Toda a Palavra de Deus (Sintetizada) pela Companhia Teatral do Chiado.



A peça é boa. Esta adaptação é mesmo muito boa, aliás é excelente, é extraordinária até. Esta é uma reflexão muito própria sobre o maior livro filosófico da humanidade. É obrigatório ir ver.

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