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03
Jun 11
publicado por Luís Veríssimo, às 19:44link do post | comentar | ver comentários (2)

O meu voto conta? Claro que conta. O meu voto tem importância? Claro que tem. O meu voto é decisivo? Claro que é. Assim como o de todos nós. Por isso é muito importante votar em qualquer eleição ou referendo. Por pouco que tenham acompanhado esta campanha, podem verificar que um lado culpa o outro pelo estado em que está o país. Um lado chamou "ignorantes" aos alunos que andaram nas Novas Oportunidades. Esse mesmo lado disse a uma senhora que uma enxadazinha lhe fazia bem quando a dita senhora o mandou trabalhar. O outro lado teve umas alegres figuras de turbante a baterem-lhe palmas. Teve também uns quantos protestos à porta dos seus comícios. O terceiro do "arco governativo" fez uma campanha sem grainhas. À esquerda, o avô parece que fez apenas campanha na sua zona de conforto, não arriscando mais, não ousando mais. A outra esquerda arrisca-se a ser o novo partido do táxi. Os chamados partidos pequenos, sem assento parlamentar, conseguiram que um tribunal, o de Oeiras, interferisse na campanha, obrigando as televisões a transmitir uns debates enfadonhos e monótonos. Em resuma, uma campanha igual às anteriores, cansativa e pouco esclarecedora. Mas o importante é ir votar. Fazer valer a nossa decisão. Mesmo que o resultado não seja a nosso favor. É nas urnas, é através da representatividade parlamentar que nós, cidadãos, temos voz activa. E ainda bem que esta campanha já está a acabar. A partir de segunda-feira é que vão ser elas. A troika andará por aí, a controlar-nos, a vigiar-nos, a fazer-nos a vida ainda mais negra. E não se irá embora sem nos depenar o pouco que já temos...


04
Mai 11
publicado por Luís Veríssimo, às 11:46link do post | comentar | ver comentários (2)

Mataram Osama Bin Laden. Aliás, a América, os Estados Unidos dessa América, matou Bin Laden. Aliás, Barak Obama, Presidente dessa América dos Estados Unidos, Nobel da Paz em 2009, mandou matar Bin Laden. Não concordo com a morte pela morte. Não concordo com a guerra pela guerra. A guerra e a morte são das coisas mais terríveis e dolorosas que se pode experienciar. A guerra e a morte transformam-nos em monstros, em animais que não conheciamos que existiam em nós. Não concordo com o acto de guerra que foi perpetado pela Al-Qaeda às Torres Gémeas do World Trade Center em New York. Ainda hoje o meu estômago dá voltas de cada vez que me lembro que assisti impotente à queda de duas torres em directo na televisão. Mas também não concordo com a morte de Osama Bin Laden. Mas esta é apenas a minha mera opinião.

Cumprindo uma já tradição, a revista Time vai publicar uma edição especial com uma cruz sobre uma imagem de Osama Bin Laden. Esta tradição da Time começou em Maio de 1945 com a publicação de uma edição especial com Adolf Hitler. Em Abril de 2003 publicou outra edição especial com Saddam Hussein, aquando da queda do seu regime no Iraq. Em Junho de 2006 o auto-proclamado líder da Al-Qaeda no Iraq, Abu Musab al-Zarqawi, morreu e mais uma vez a Time publicou uma edição especial com cruz.

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24
Abr 11
publicado por Luís Veríssimo, às 10:39link do post | comentar | ver comentários (2)

A 28 de Maio de 1926 dá-se a Revolução Nacional. Conduzindo ao fascismo e à ditadura em Portugal. Regime político que termina apenas a 25 de Abril de 1974 com a Revolução dos Cravos. Esta revolução conduziu-nos à liberdade e à libertação de centenas de presos políticos. Durante 48 anos o novo estado perseguiu, prendeu e torturou muitas pessoas, matando algumas centenas também, talvez milhares. 48 penosos anos. Foi o mais longo regime autoritário da Europa Ocidental no século XX.

São os rostos de 16 desses presos políticos que foram torturados que vemos no filme "48" (2009) de Susana de Sousa Dias. Este documentário não é propriamente um documentário. Não documenta, mostra. Mostra-nos de forma fria os retratos de entrada e de saída desses presos. O filme magoa. É um filme difícil de se ver por isso mesmo, porque nos é desconfortável. É arrepiante ouvir os relatos das torturas impiedosas, vis e desumanas. Fazendo da PIDE um monstro real e temível. Este filme é um filme político, de protesto. Que com mestria e sabedoria coloca o dedo na ferida dos efeitos do Estado Novo, que apesar de 37 anos de liberdade ainda está aberta e por sarar. As fotografias não são estáticas, vão-se movendo, um rosto abre-se a outro. Dá-nos o sentido da evolução da tortura espelhada nas caras. Que nos interpelam, avisando-nos que é tão fácil chegar aos regimes que nos retiram todas e quaisquer condições humanas. E é esta dura crueza que nos atinge como um raio.

Em cima na imagem o cartaz do filme e em baixo o trailer.


22
Abr 11
publicado por Luís Veríssimo, às 10:20link do post | comentar | ver comentários (3)

Hoje é sexta-feira. Sexta-feira Santa. Sexta-feira (ainda) não foi alterada com os acordos ortográficos. Sexta-feira escreve-se (ainda) sexta-feira. Mas esta, a de hoje é santa. Como se de um shabat se tratasse. Neste dia que é santo nada, ou quase nada se pode fazer. Não poder comer carne é a "proibição" que mais salta à vista. Eu próprio ontem à noite tirei do congelador um belo frango para assar. Hoje de manhã quando acordei pensei que talvez não fosse boa ideia cozinhar o frango. Isto é uma das muitas tradições e imposições da nossa cultura portuguesa. Irremediavelmente associada ao cristianismo e sobretudo ao catolicismo apostólico românico. Nesta sexta-feira, a santa, não se pode trabalhar. Mas há quem trabalhe para garantir a santidade do dia. O pessoal da famosa troika está lá no "seu" gabinete a ver o que pode continuar a fazer para deprimir ainda mais os portugueses. Essa troika não descansa. Foram esses senhores do Norte que trouxeram a chuva e o mau tempo numa altura em que já estávamos a gozar dias de Verão. Sócrates também foi gozar uns diazinhos para o Algarve. Dizem que está num hotel de luxo. Pois eu acho muito bem que esteja. Que este país é muito cansativo e ter conseguido obter uma boa sondagem depois de tanto trabalho e esforço merece algum descanço. Sócrates é o nosso Cristo, será que vai conseguir ressuscitar nas eleições de 5 de Junho? Mas esta sexta-feira quer-se santa, quer-se apaixonada, com peixe e sem carne, com amigos e em família, a trabalhar ou a ver maus filmes na televisão, a ler jornais ou maus best-sellers. É esta a sexta-feira que temos, uma sexta-feira santa ou a vida selvagem que foi destinada a Portugal.

Capa d' O Inimigo Público de 22 de Abril de 2011.

 


11
Jan 10
publicado por Luís Veríssimo, às 12:50link do post | comentar | ver comentários (3)

Sexta-feira, dia 8 de Janeiro de 2010, foi um dia histórico. A aprovação da proposta de lei do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo pelo Assembleia da República foi um pequeno passo legal mas um gigante passo para a democracia portuguesa. Fiquei feliz. Comemorei. Claro que a proposta pode encalhar na aprovação ou não pelo Presidente da República. Claro que poderia estar incluída a adopção. Não deixa de ser significativo este pequeno passo.


Fica aqui o link para a intervenção que Miguel Vale de Almeida, deputado do PS, fez na AR na sexta-feira.


09
Nov 09
publicado por Luís Veríssimo, às 13:05link do post | comentar | ver comentários (2)

 Foi há 20 anos que caiu o Muro de Berlim... faltam muitos outros cairem.


 


 

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04
Nov 09
publicado por Luís Veríssimo, às 14:20link do post | comentar | ver comentários (2)

Leiam o artigo do Caderno P2 do jornal Público com o seguinte título: "Exmo. Sr. Não autorizo aulas de educação sexual". Há uns papás e umas mamãs que não concordam e não querem a educação sexual nas escolas. Têm todo o direito a isso em relação aos seus filhos. Mas não têm esse direito em relação aos filhos dos demais. Como é referido pelo psiquiatra Daniel Sampaio no fim do artigo: "Felizmente para os nossos jovens essas vozes são minoritárias.". É certo que actualmente não tenho filhos, contudo irei ter no futuro, não gostava nada que esta matéria, que só este ano lectivo está a ser aplicada e que foi aprovada num dos Governos de António Guterres, se atrase ainda mais, por favor.


02
Nov 09
publicado por Luís Veríssimo, às 11:49link do post | comentar | ver comentários (2)

Ontem à noite em casa do ROM, pouco antes da entrada em cena na RTP1 do Professor Marcelo e as suas Escolhas, discutia-se política. Discutia-se se ao Professor Marcelo interessa ou não a Presidência do PSD. Eu sou dos poucos que defende que o Professor Marcelo não se vai candidatar à presidência do PSD. Não se vai candidatar pois o que lhe interessa é a Presidência da República, quer numa muito remota candidatura em 2011, em vez do Professor Cavaco, quer numa candidatura em 2017. Ao Professor Marcelo não lhe convém ser candidato a Primeiro-Ministro frente ao Engenheiro Sócrates daqui a 2 anos ou daqui a 4 frente a outro nome socialista. O Professor Marcelo não se esqueceu ainda quão má foi a sua liderança no PSD, quando um sedento pelo poder chamado Paulo Portas lhe cortou todas as vazas duma idílica reedição da AD.


Curiosa acho a seguinte notícia do DN: "Marcelo recusa PSD com barões em luta de facções". Já não é a primeira vez que se noticia que o Professor Marcelo quer é o entendimento das bases do PSD para poder avançar com uma candidatura à presidência do partido. Porquê? Porque o Professor Marcelo sente que o apoio que as várias facções lhe dão não é suficiente para vencer face à antiga promessa política que é Pedro Passos Coelho. Mas é muito curioso um barão do PSD como o é o Professor Marcelo falar na luta de facções.


Ontem à noite em casa do ROM discutia-se tudo isto em amena cavaqueira amigável. Com assumidos de direita e assumidos de esquerda, com filiados na direita e filiados na esquerda. Chegou-se a uma conclusão única, ainda o programa do Professor Marcelo ia no início, esta conjectura sobre a futura presidência do PSD não se irá dissipar tão cedo. Não nos esquecemos que só no próximo ano é que serão as eleições internas...

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07
Out 08
publicado por Luís Veríssimo, às 09:37link do post | comentar | ver comentários (2)

Publico_07-10-2008


Esta 1.ª página da edição de hoje (07/10/2008) do Público refelcte o que se passou ontem na praça portuguesa. A bolsa lisboeta viveu um dia negro. Fechou a perder quase 10%, uns redondos 9,86%. Hoje abriu a subir, estava a ganhar mais de 4%. Veremos como corre o dia e como será o fecho. Em relação a esta crise económica sou um optimista. Acredito que o mercado irá recuperar. A recuperação não deverá ser fácil, mas irá acontecer. Para a recuperação nacional temos que esperar pela aprovação do Orçamento de Estado para 2009. Para a recuperação americana temos que esperar pelos resultados das eleições norte-americanas. Cá estaremos para assistir...


Não se dispensa a leitura detalhada do artigo referido na 1.ª página do jornal.


05
Out 08
publicado por Luís Veríssimo, às 13:00link do post | comentar | ver comentários (2)

Brasao de Armas


Há 98 anos foi instaurada a República Portuguesa.


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