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30
Jul 08
publicado por Luís Veríssimo, às 22:08link do post | comentar | ver comentários (3)

"Miga de forma descuidada as cascas das duas generosas fatias de melancia que acabou de comer. É bom vê-la comer assim. Não é mulher de comer muito. Nunca foi. Diz que não come muito por causa dos diabetes e do colesterol. Está magra. Muito magra. Principalmente da cintura para baixo. Apenas tem mamas. Não aquelas que em tempos já teve. Sempre foi conhecida pelas suas mamas enormes. Deixou de o ser um dia. No final de Dezembro dum certo ano uma panela de pressão rebentou quando estava a entrar na cozinha. Partes do cozido foram-lhe parar em cima, queimando a blusa de tirilene que vestia. Depois de curadas as inúmeras cicatrizes nos dois peitos, estes foram-lhe reduzidos para metade. Deixou de ser a mesma. Continua a usar frescas blusas de tirilene."


09
Jul 08
publicado por Luís Veríssimo, às 09:50link do post | comentar | ver comentários (7)

Ontem à tarde era para ir visitar os meus avós paternos. Era para ir... Acabei depois por não ir. Ontem à tarde tive o meu primeiro acidente de viação comigo ao volante. Tenho carta de condução há 10 anos, na maior parte deles não conduzi... Felizmente não bati noutro carro e também nada me aconteceu. Apenas o carro ficou amolgado à frente, nem os faróis se partiram, apenas se desprenderam, e o carro voltou a andar logo a seguir. Tinha acabado de sair de Algés e ia entrar no IC17 (CRIL). Nessa curva, que a faço muitas vezes, tantas vezes, ia com velocidade a mais (faço-a sempre com velocidade a mais), o carro fugiu-me para a direita, as rodas de trás apanharam alguma gravilha (com certeza), depois disto apenas tentei travar e guinei para a esquerda (também não sei para quê), e acabei por ir bater de frente no rail. O suposto airbag não abriu. É curioso constatar que naqueles breves segundos se tem consciência de se ver tudo o que se passa. É muito curioso mesmo...


03
Jul 08
publicado por Luís Veríssimo, às 20:51link do post | comentar | ver comentários (4)

... de ver alguns dos chineses que povoam a minha rua. Às vezes dão-me mesmo asco. Deambulam pela rua de loja chinesa em loja chinesa. São umas 3 lojas desde o início da rua e até minha casa. Têm um aspecto descuidado. Os pés são maiores que os chinelos que calçam. Têm os calcanhares gretados e as unhas amareladas. As lojas chinesas da minha rua não me atraem mesmo.


... de sentir o cheiro a suor do meu colega de secretária. Às vezes é insuportável. Quase todos os dias vai trabalhar com um activo cheiro a suor. Quer esteja calor quer esteja frio, o cheiro é o mesmo. Este meu colega "come" palavras, não se sabe explicar e diz "pronts". Às vezes tem um resto (escuro) de saliva num dos cantos da boca. Consegue passar mais de oito horas sem comer nada.


... de errar profissionalmente. É mesmo algo que detesto. Estou mesmo a precisar de férias. O que me vale é que começam já amanhã. Vai ser uma semana inteirinha com quase nada para fazer. Com muita praia e muitos petiscos. Desde Dezembro que não tinha uns dias de descanso. Tenho apenas que ir a casa da minha avó paterna. E apenas tenho o casamento. Estou nervoso, muito nervoso.


... de muitas mais outras coisas!


10
Jun 08
publicado por Luís Veríssimo, às 12:34link do post | comentar


Hoje para além de ser o Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas é também o dia em que se comemora o aniversário do meu pai e do meu bom amigo Júlio Resende, abraços e beijos sentidos aos dois.


17
Mai 08
publicado por Luís Veríssimo, às 14:13link do post | comentar | ver comentários (3)

- não quero estar sempre a chatear-me com o/a pirralho/a;


- não quero estar a ir ao McDonald's todos os santos fins-de-semana;


- não quero estar a dar-lhe um telemóvel quando tiver apenas 5 anos;


- não quero deixar de ter noites de sono (bem sei que actualmente também não tenho muitas);


- quero continuar a ter liberdade;


- quero viver sem ter preocupações que me mortificariam;


- quero envelhecer sem ter alguém que me chame "cota" ou "velho";


... e por muitas, mesmo muitas outras razões.


31
Mar 08
publicado por Luís Veríssimo, às 20:06link do post | comentar | ver comentários (2)

Ontem de manhã lá consegui acordar a muito custo. A noite foi longa e a bebedeira também. O papi chegava da "sua" Alemanha e eu fiquei do ir buscar. Atrasei-me, claro. A nova hora também complicou o meu cérebro, que ontem estava particularmente lento. Atrasei-me, mas a Groundforce ainda mais se atrasou. Assim que cheguei à zona das chegadas estava o meu pai a sair. Melhor coordenação foi impossível. Depois dos cumprimentos afectuosos, que sempre trocámos mesmo quando houve grandes quezílias entre nós, lá foi ele fumar um cigarro - na rua, claro. Sempre conheci o meu pai assim, fumador, mão forte e pesada de cheiro inconfundível, bigode, cabelo anelado e óculos. Dizem que não sou muito diferente dele fisicamente. Nunca acreditei nisto. Não me vejo aos 55 anos, quase 56, com aquela barriga de cerveja que revela um sedentarismo grave de vários anos. Almoçar sozinho com o meu pai é das coisas mais interessantes. Fala-se dos podres da família, de política, de mim, dele, de projectos para o futuro, do meu irmão, dos meus avós. Foram duas horas de puro deleite. Normalmente estas conversas são regadas com um bom vinho, mas ontem eu estava apenas a água. A Açorda de Camarão que eu comi estava como é habitual deliciosa. A Espetada de Lombo é que não me pareceu lá muito famosa, era acompanhada por um esparregado quase líquido e umas batatas fritas moles. Enfim, a Portugália continua a falhar quando se trata de porco. Depois do repasto fui entregar a encomenda (leia-se: o meu pai) ao meu irmão a Setúbal. Claro que o cumprimento ao meu irmão não tem o calor que existe com outros membros da família. O nosso pai lamenta esse facto. Claro que a culpa não é nossa, o culpado é o tempo. Sinto-me menos responsável ao culpabilizar o tempo pela separação gélida que existe entre mim e o meu irmão. Em princípio no próximo domingo irei ao almoço de família, vamos ver como corre.

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24
Dez 07
publicado por Luís Veríssimo, às 12:10link do post | comentar

Regressei hoje ao trabalho depois de semana e meia de férias. - Ninguém regressa ao trabalho vindo de férias no dia 24 de Dezembro, eu sei. - Estou cansado dos Natais. Desde a morte da minha mãe que o gosto pelo Natal é diferente. O Natal não sabe ao mesmo, o que é aceitável e compreensível. Assim sendo, tento ter um Natal diferente todos os anos. Hoje ainda, depois do work, vou para casa dos meus avós passar lá a Consoada. Amanhã o almoço de Natal deverá ser em casa da minha tia Laura. E assim se vai mais um Natal. Já agora: um Bom Natal a todos e a todas.


07
Dez 07
publicado por Luís Veríssimo, às 11:33link do post | comentar | ver comentários (1)

Ontem à noite sem saber muito bem porquê utilizei numa frase o tempo verbal no presente do indicativo. Nada de extraordinário, poderão dizer alguns. Na verdade não é nada assim de muito extraordinário. Mas quando já passou mais de 16 anos, e se utiliza o pretérito perfeito há muito, e a mágoa deu lugar a saudade, e a saudade deu lugar a nostalgia, e o sentir dor é melhor que o esquecimento, e a dor imensa é melhor que não sentir nada. Talvez... talvez seja um pouquinho extraordinário. Já não me lembro de há quanto tempo utilizar o passado. Também já não me lembro da última vez que utilizei o presente. Isto depois de ontem à tarde nas compras de Natal na Gulbenkian ter pensado na minha mãe. Pensei que apesar da minha magra conta bancária adoraria gastar algum dinheiro num presente para ela. Seria de fácil contentamento: uns brincos, uma pulseira, um lenço,... um beijo, um último beijo...


28
Out 07
publicado por Luís Veríssimo, às 14:09link do post | comentar | ver comentários (1)

O dia 28 de Outubro é para mim o dia mais triste do ano. É-o assim desde 1991. Hoje lembrei-me dos versos que transcrevo de seguida. Flor Sem Tempo, uma das muitas brilhantes músicas de Paulo de Carvalho.




Flor Sem Tempo




Na mesma rua
Na mesma cor
Passava alegre
Sorria amor
Amor nos olhos
Cabelo ao vento
Gestos de prata
Da flor sem tempo
É dela o mundo
É a certeza de viver


Canta o sol
Que tens na alma
És a flor de ser feliz
Olha o mar
Da tarde calma
Ouve o que ele diz


Foi como o vento
Soprou um dia
Passava alegre
Alguém a via
É dela a vida
É a certeza de viver


Canta o sol
Que tens na alma
És a flor de ser feliz
Olha o mar
De tarde calma
Ouve o que ele diz


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