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09
Out 11
publicado por Luís Veríssimo, às 11:12link do post | comentar | ver comentários (4)

João Canijo é daqueles realizadores portugueses que podem já ser considerados cineastas, pois não se limita a realizar um filme, concebendo-o também, estando por trás do filme em si. Canijo atinge com este "Sangue do Meu Sangue" o patamar que já lhe estava destinado há muito, o de ser tão bom ou melhor realizador e cineasta que um Woody Allen ou um Clint Eastwood, ou um Steven Spielberg, ou outro qualquer grande de Hollywood.

"Sangue do Meu Sangue" conta a história do amor incondicional de uma mãe, Márcia (Rita Blanco), pela sua filha, Cláudia (Cleia Almeida), e do amor incondicional de uma tia, Ivete (Anabela Moreira), pelo seu sobrinho, Joca (Rafael Morais), e de como elas estão dispostas a sacrificar tudo para os salvar. Estes amores incondicionais levam a certas atitudes, acções e comportamentos (talvez) incompreensíveis. O 'amor de mãe', mesmo no caso da tia e do sobrinho, é o maior amor que existe. É capaz de tudo. E tudo pode. E tudo faz. É este amor desmesurado, poderoso e maravilhoso que este filme retrata. Num Portugal da Lisboa que não é assim tão cosmopolita como isso, mas que também não tem que ser forçosamente fatídica e trágica.

Este filme conta com um elenco de primeira linha. Canijo utiliza quase todos os seus actores fetiche, Rita Blanco, Cleia Almeida, Anabela Moreira, Fernando Luís e Beatriz Batarda (num pequeno papel). As interpretações são soberbas, sobretudo das três personagens femininas. Rita Blanco está divina como ela só, e Anabela Moreira e Cleia Almeida desabrocham ainda mais o seu talento. De destacar também a intrepertação de Nuno Lopes, especialmente na cena final com Anabela. Deu bons frutos o facto do argumento escrito e composto em parceria com o realizador e os seus actores, dando espaço de manobra para os actores se identificarem ainda mais com as personagens por si encarnadas, deixando-as fluir sem se anularem. Desde cedo que João Canijo gosta de retratar o Portugal real, não tanto o profundo, mas aquele que existe ao nosso lado, quase sem darmos por isso. Desde "Noite Escura" (2004) que o realizador leva os seus actores para o ambiente onde decide filmar. Na altura foram os bares de alterne, desta vez foram as profundezas do Bairro Padre Cruz em Lisboa. Fazendo de alguns dos seus habitantes actores, interpretando personagens figurantes que dão autenticidade e realismo à película. Parecendo quase um documentário e não tanto uma obra ficcionada.

Só tenho dois pontos a criticar negativamente: o cartaz e o trailer do filme. O trailer é um mero conjunto de imagens do filme apresentadas sem nexo. O cartaz de Pierre Collier parece um trabalho amador. É difícil entender este trabalho do artista francês, sendo ele um veterano no design de bons cartazes de cinema, tendo o seu primeiro trabalho sido feito em 1986.

Eu optei por ir ver a versão longa do filme, de 190 minutos, no Cinema City Classic Alvalade, e agradou-me que para um sábado à noite a sala estar muito bem composta, com poucos lugares vagos. Apesar desta versão ser muito longa vale a pena ver o filme. Perder este filme significa perder um dos melhores trabalhos de João Canijo e significa perder um dos melhores filmes portugueses dos últimos anos.

Classificação: 4,9 em 5.

Em cima, na imagem, o cartaz do filme e em baixo, o trailer.


17
Mai 11
publicado por Luís Veríssimo, às 13:35link do post | comentar | ver comentários (1)

O Festival de Cannes começou a semana passada no dia 11 e prolonga-se até dia 22 de Maio, altura em que se conhece o vencedor da 64ª edição. Dos 20 filmes da Competição Oficial destaco 5 que irão continuar a dar que falar até à entrega dos Oscars do próximo ano. Cheguei a ter esta lista com 7 filmes, mas consegui reduzi-la. A ver vamos se algum dos 5 vence a Palma de Ouro.

Habemus Papam (2011) de Nanni Moretti - O polémico realizador italiano regressa em força com mais uma obra que põe o dedo na ferida mesmo no centro da Igreja Católica. O filme centra-se na história da relação entre o papa recém-eleito (Michel Piccoli) e seu terapeuta (Nanni Moretti).

La Piel Que Habito (2011) de Pedro Almodóvar - Baseado no romance "Tarântula" de Thierry Jonquet, este conto de vingança conta a história de um cirurgião plástico (Antonio Banderas) na caça aos homens que violaram a sua filha. (Em Março passado escrevi um texto para o dezanove.pt sobre o pouco que já se sabia sobre o filme, a ler aqui.)

Melancholia (2011) de Lars von Trier - Este filme catastrofe segue duas irmãs que terão de lidar com o facto de o planeta Melancholia estar em rota de colisão com a Terra, enquanto que Claire (Charlotte Gainsbourg) aceita o destino de uma maneira calma, Justine (Kirsten Dunst) não.

Sleeping Beauty (2011) de Julia Leigh - Uma versão erótica, alternativa e adulta, do conhecido conto de fadas. Lucy (Emily Browning) é uma jovem estudante que se aventura no mundo da prostituição e encontra a sua vocação junto de homens com o fetiche por mulheres que dormem durante o acto sexual.

The Tree of Life (2011) de Terrence Malick - Portagonizado por Brad PittJessica Chastain e Sean Penn, ambientado nos anos 1950 e nos nossos dias a história segue o percurso de vida do filho mais velho de uma família da zona do Midwest americano com três filhos. O filme tem estreia prevista para Portugal já para 26 de Maio.


16
Mai 11
publicado por Luís Veríssimo, às 10:47link do post | comentar

 

Deixo-vos aqui os links dos textos (alguns desactualizados) que escrevi para o dezanove.pt sobre alguns filmes que estiveram presentes no festival internacional de cinema IndieLisboa'11:

"IndieLisboa: Mas o que é que pode haver de novo no amor?": «É a esta simples e complexa pergunta que seis jovens realizadores portugueses tentam responder no filme “O Que Há De Novo No Amor?” (2011).»;

"IndieLisboa: "O Céu Sobre os Ombros" - o nosso pior inimigo somos nós mesmo": «A vida de cada um de nós é um grande e imenso tabuleiro de xadrez, cheio de jogadas complexas e decisões difíceis sem retorno.»;

- "IndieLisboa - Pulso Acelerado: à procura da identidade (vídeo)": «Na secção infanto-juvenil do IndieLisboa, o IndieJúnior, também são mostrados filmes de temática LGBT.»;

- "O vencedor do IndieLisboa: The Ballad Of Genesis And Lady Jaye, uma nova balada de amor (vídeo)": «O Indie também é queer. O Indie também é pan, pansexual, panamoroso. Aliás, esta foi a tónica de todo o festival, o amor nas suas várias formas, com as mais variadas consequências. E isto reflecte-se no filme vencedor deste Indie. "The Ballad Of Genesis And Lady Jaye" (2011) de Marie Losier venceu o Grande Prémio "Cidade de Lisboa".».

 


24
Abr 11
publicado por Luís Veríssimo, às 10:39link do post | comentar | ver comentários (2)

A 28 de Maio de 1926 dá-se a Revolução Nacional. Conduzindo ao fascismo e à ditadura em Portugal. Regime político que termina apenas a 25 de Abril de 1974 com a Revolução dos Cravos. Esta revolução conduziu-nos à liberdade e à libertação de centenas de presos políticos. Durante 48 anos o novo estado perseguiu, prendeu e torturou muitas pessoas, matando algumas centenas também, talvez milhares. 48 penosos anos. Foi o mais longo regime autoritário da Europa Ocidental no século XX.

São os rostos de 16 desses presos políticos que foram torturados que vemos no filme "48" (2009) de Susana de Sousa Dias. Este documentário não é propriamente um documentário. Não documenta, mostra. Mostra-nos de forma fria os retratos de entrada e de saída desses presos. O filme magoa. É um filme difícil de se ver por isso mesmo, porque nos é desconfortável. É arrepiante ouvir os relatos das torturas impiedosas, vis e desumanas. Fazendo da PIDE um monstro real e temível. Este filme é um filme político, de protesto. Que com mestria e sabedoria coloca o dedo na ferida dos efeitos do Estado Novo, que apesar de 37 anos de liberdade ainda está aberta e por sarar. As fotografias não são estáticas, vão-se movendo, um rosto abre-se a outro. Dá-nos o sentido da evolução da tortura espelhada nas caras. Que nos interpelam, avisando-nos que é tão fácil chegar aos regimes que nos retiram todas e quaisquer condições humanas. E é esta dura crueza que nos atinge como um raio.

Em cima na imagem o cartaz do filme e em baixo o trailer.


20
Abr 11
publicado por Luís Veríssimo, às 11:33link do post | comentar | ver comentários (1)

... já dizia a música "Olhos Castanhos". Olhos azuis são os meus. Azuis, de um azul escuro, da cor do Oceano (acho). Desde os 18 anos que uso óculos e acho que os olhos azuis desaparecem por detrás do armação e das lentes. em breve vou tentar retomar um projecto antigo: passar a usar lentes de contacto. Há uns anos, andava eu na Faculdade, experimentei as lentes, mas não gostei, não me adaptei. Sentia incómodo por ter um corpo estranho nos olhos. E era um incompetente a colocar as lentes. Desta vez vou tentar com mais esforço e não não vou desistir até me habituar. Estou determinado em fazer mudanças este ano.Na foto uma imagem de Brad Pitt e os seus olhos azuis no novo filme de Terrence Malick, The Tree of Life (2011). Estreia (prevista) em Portugal a 27 de Maio de 2011.


07
Mar 10
publicado por Luís Veríssimo, às 16:20link do post | comentar | ver comentários (1)

Este ano há um fartote de nomeações a melhor filme, 10 no total, desde 1944, ano em que ganhou o filme Casablanca o Oscar de Melhor Filme, não havia 10 filmes na corrida ao prémio principal. Esta mudança deve-se às fracas audiências registadas nos últimos 10 anos. Com o acréscimo de filmes a Melhor Filme mudou também o sistema de votação para esta categoria. Para além desta novidade há mais. Os Oscars Honorários já foram entregues, numa cerimónia/jantar há umas semanas em Hollywood. Os vencedores este ano apenas têm 45 segundos para fazer o seu discurso em palco. Os apresentadores das várias categorias irão ser os vencedores do ano passado, a tão falada nova geração de Hollywood, e os comediantes de serviço. As 5 musicas nomeadas este ano não serão apresentadas ao vivo. A Academia quer assim uma cerimónia mais curta, mais jovial, com humor e mais audiências. Dito isto aqui ficam as minhas apostas para mais logo à noite:


Melhor Filme Estrangeiro:


O Laço Branco (Alemanha - de Michael Haneke)


Melhor Filme de Animação:


Fantástico Senhor Raposo (de Wes Anderson)


Melhor Argumento Adaptado:


Distrito 9 (argumento de Neill Blomkamp e Terri Tatchell)


Melhor Argumento Original:


Sacanas Sem Lei (argumento de Quentin Tarantino)


Melhor Actriz Secundária:


Mo'Nique (por Precious)


Melhor Actor Secundário:


Cristoph Waltz (por Sacanas Sem Lei)


Melhor Actriz:


Gabourey Sidibe (por Precious)


Melhor Actor:


Colin Firth (por Um Homem Singular)


Melhor Realizador:


Kathryn Bigelow (por Estado de Guerra)


Melhor Filme:


Estado de Guerra (de Kathryn Bigelow)


sites oficiais:


OscarAcademy of Motion Picture Arts and Sciences

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18
Fev 10
publicado por Luís Veríssimo, às 13:23link do post | comentar | ver comentários (1)

Imaginem um homem ou uma mulher a perderem o seu companheiro/a de há dezasseis anos. Imaginem que essa morte vos consome por dentro. Imaginem que a partir dessa perda mais nada (trabalho por exemplo), nem ninguém (melhores amigos por exemplo), faz sentido para vós. O que fariam? Desejariam morrer? Desejariam que essa dor parasse? Que fariam? Que futuro veriam? Colin Firth é o homem que sofre com essa perda. Colin Firth é o homem esvaziado por essa perda. Colin Firth é esse homem singular terrivelmente devastado.


Um Homem Singular (A Single Man) do estilista americano Tom Ford é dos melhores filmes desta temporada de prémios. A solidão, o luto, a esperança, a vida, a morte e o amor estão eximiamente retratados neste filme a não perder. Com excelentes interpretações, sobretudo a de Colin Firth, que tem aqui a interpretação da sua vida, até ao momento, com uma nomeação mais do que merecida ao Oscar de Melhor Actor. Uma fotografia extraordinária, curiosamente muito semelhante à da série Mad Man. Um bom guarda-roupa, uma boa banda-sonora, uma boa montagem, um bom argumento e uma realização brilhante. Tom Ford consegue provar que não é um mero desenhador de roupa, consegue também provar que é um muito bom realizador e que ainda tem muito para nos oferecer na 7.ª arte.


Visionado ontem, 17/2/2010, em antestreia leva na minha modesta opinião e crítica 5 estrelas em 5 possíveis.


24
Jan 10
publicado por Luís Veríssimo, às 13:37link do post | comentar | ver comentários (1)

Os Screen Actors Guild Awards, mais conhecidos apenas por SAG, foram entregues esta madrugada. Mais um fim-de-semana da época de caça aos prémios que antecedem os Oscars. Escolhidos e votados apenas por actores e actrizes, os SAG premeiam somente as performances, no cinema e na televisão. Desta vez não vi a cerimónia em directo, apenas vi esta manhã os premiados. De salientar apenas que fiquei contente e espantado com a vitória de Inglourious Basterds para o prémio principal, Melhor Elenco - na foto, que corresponde em teoria à categoria de Melhor Filme.



 


O elenco de Inglourious Basterds, da esquerda para a direita: Christoph Waltz, B. J. Novak, Diane Kruger, Eli Roth, Omar Doom e Jacky Ido.


Fica aqui agora a lista dos vencedores:


Melhor Elenco num Filme: Inglourious Basterds;


Melhor Actor num Filme: Jeff Bridges por Crazy Heart;


Melhor Actriz num Filme: Sandra Bullock por The Blind Side;


Melhor Actor Secundário num Filme: Christoph Waltz por Inglourious Basterds;


Melhor Actriz Secundária num Filme: Mo'Nique por Precious: Based on the Novel Push by Sapphire;


Melhor Elenco numa Série Cómica: Glee;


Melhor Elenco numa Série Dramática: Mad Man;


Melhor Actor numa Série Cómica: Alec Baldwin por 30 Rock;


Melhor Actriz numa Série Cómica: Tina Fey por 30 Rock;


Melhor Actor numa Série Dramática: Michael C. Hall por Dexter;


Melhor Actriz numa Série Dramática: Julianna Margulies por The Good Wife;


Melhor Actor numa Mini-Série/Telefilme: Kevin Bacon por Taking Chance;


Melhor Actriz numa Mini-Série/Telefilme: Drew Barrymore por Grey Gardens.


 

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18
Jan 10
publicado por Luís Veríssimo, às 03:50link do post | comentar | ver comentários (2)

A época de caça aos prémios já começou... Já foram entregues os People's Choice Awards e os Critic's Choice Awards, por exemplo. Há pouco foram entregues os Golden Globes Awards. A época de caça continuará muito renhida até 7 de Março aquando da entrega dos Oscars.


Os Golden Globes são entregues pela imprensa estrangeira em Hollywood (HFPA - The Hollywood Foreign Press Association).


A cerimónia dos Golden Globes até correu bem. Um Ricky Gervais competente, com boas piadas, esteve à frente da apresentação. Houve bons discursos como o de Mo'Nique (Melhor Actriz Secundária Cinema). Houve ovações para o Michael C. Hall (Melhor Actor Drama TV) por exemplo, na foto já na sala de imprensa. Houve surpresas como Glee bater 30 Rock e The Office e vencer como Melhor Série Musical/Comédia. Houve injustiças como James Cameron ter roubado o prémio à Kathryn Bigelow como Melhor Realizador. Mas um dos momentos da noite foi sem dúvida a masterclass que Martin Scorsese deu no seu discurso de agradecimento pelo prémio Cecil B. DeMille.


Segue-se a lista dos vencedores pela ordem entregue na cerimónia:

Melhor Actriz Secundária (cinema): Mo'Nique por Precious: Based On The Novel Push By Sapphire;

Melhor Actriz Musical/Comédia (TV): Toni Collette por United States Of Tara;

Melhor Actor Secundário Série/Mini-Série/Telefilme: John Lithgow por Dexter;

Melhor Filme de Animação: Up!;

Melhor Actor Drama (TV): Michael C. Hall por Dexter;

Melhor Actriz Drama (TV): Julianna Margulies por The Good Wife;

Melhor Música Original (cinema): "The Weary Kind" por Crazy Heart, música e letra de Ryan Bingham e T Bone Burnett;

Melhor Banda Sonora Original (cinema): Michael Giacchino por Up!;

Melhor Mini-Série/Telefilme: Grey Gardens;

Melhor Actriz Musical/Comédia (cinema): Meryl Streep por It's Complicated;

Melhor Actor Mini-Série/Telefilme: Kevin Bacon por Taking Chance;

Melhor Actriz Mini-Série/Telefime: Drew Berrymore por Grey Gardens;

Melhor Argumento (cinema): Jason Reitman e Sheldon Turner por Up In The Air;

Melhor Actor Musical/Comédia (TV): Alec Baldwin por 30 Rock;

Melhor Filme Estrangeiro: Das weisse Band - Eine deutsche Kindergeschichte (O Laço Branco - The White Ribbon) da Alemanha;

Melhor Série Drama: Mad Men;

Melhor Actriz Secundária Série/Mini-Série/Telefilme: Chloë Sevigny por Big Love;

Melhor Actor Secundário (Cinema): Christoph Waltz por Inglourious Basterds;

Melhor Realizador: James Cameron por Avatar;

Melhor Série Musical/Comédia: Glee;

Melhor Filme Musical/Comédia: The Hangover;

Melhor Actriz Drama (cinema): Sandra Bullock por The Blind Side;

Melhor Actor Musical/Comédia (cinema): Robert Downey Jr. por Sherlock Holmes;

Melhor Actor Drama (cinema): Jeff Bridges por Crazy Heart;

Melhor Filme Drama (cinema): Avatar.


04
Abr 09
publicado por Luís Veríssimo, às 12:02link do post | comentar

A DreamWorks brinda-nos este ano com "Monstros vs Aliens", o seu primeiro filme em 3D. A experiência 3D é muito engraçada, sem dúvida, mas agora está demasiado na moda. A Disney há uns meses anunciou que os seus filmes de animação iriam passar apenas a ser produzidos em 3D. Na calha para este ano está também "Up - Altamente!" da Pixar em... 3D. Depois da revolução que foi o cinema de digital a nova era na animação é o 3D, que curiosamente é feito digitalmente. E a animação tradicional? Ficará apenas para os japoneses da Ghibli? O meu problema é que quando vou ver um filme de animação quero ver um filme de animação e não um filme de animação a fazer-se passar por um filme de imagens reais. Confesso que neste "Monstros vs Aliens" vi os poros da barba do General W. R. Monger. Para quê?


Outro problema que tenho com esta nova vaga de filmes de animação é que as versões em 3D apenas estreiam nas salas portuguesas em versão portuguesa. Sim, claro que as versões portuguesas são sempre muito boas e fazem adaptações muito bem feitas e etc. Mas não custava muito ter apenas uma única sessão em versão 3D+vozes originais. Por este caminho apenas nos irão estrear as versões portuguesas, como aconteceu com o "Coraline e a Porta Secreta".


Sinceramente gostei deste "Monstros vs Aliens", mas pouco. Há qualquer coisa que parece falhar. É demasiado perfeitinho. Ora, quando é tudo muito bonitinho parece falhar tudo... Ou sou eu que estou demasiado exigente ou hoje estou demasiado rezingão? Contudo pode-se ver a abismal diferença entre a DreamWorks e a rival Pixar. Vejam por curiosidade o filme "Monstros e Companhia" de 2001 produzido pela Pixar.


Visionado ontem na versão 3D, versão portuguesa, o filme "Monstros vs Aliens" leva como classificação um 3 em 5.


Bons filmes e bom cinema.


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