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07
Jun 10
publicado por Luís Veríssimo, às 13:53link do post | comentar | ver comentários (1)



Teresa e Helena foram esta manhã o primeiro casal do mesmo sexo a casar. O casal casou na mesma conservatória de Lisboa onde há quatro anos tentaram casar pela primeira vez. Esta notícia foi a notícia de abertura do Primeiro Jornal (SIC) e no Jornal da 1 (TVI), infelizmente no Jornal da Tarde (RTP1) a notícia só foi dada aos 8 minutos após as 13h. Estou feliz! Estou mesmo muito feliz. Hoje é o primeiro dia de uma nova realidade em Portugal. À Teresa e à Helena os meus sinceros parabéns, que sejam felizes e que consigam realizar o outro sonho que têm: a parentalidade das suas filhas.


ACTUALIZAÇÃO


A SIC voltou à notícia de abertura do seu Primeiro Jornal: o casamento de Teresa e Helena.

14
Fev 10
publicado por Luís Veríssimo, às 19:34link do post | comentar | ver comentários (1)

O amor não tem barreiras, não escolhe idades, nem pessoas, nem sexo, nem religião, nem cores... o amor não tem tempo, é infinito e maravilhoso... o amor é aquela coisa que arde sem vermos, é tudo o que se queira. Neste dia dos namorados, do S. Valentim, recordo aqui um dos melhores filmes de sempre de amor e de guerra: Casablanca (1942), com um soberbo Humphrey Bogart e uma deslumbrante Ingrid Bergman. Fica aqui As Time Goes By cantado por Sam (Dooley Wilson).


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14
Fev 09
publicado por Luís Veríssimo, às 07:52link do post | comentar

A melhor melodia que pode definir o dia de hoje é sem dúvida alguma esta, My Funny Valentine, a letra ainda é actual e sê-lo-á sempre. No vídeo a sempre esquecida Sarah Vaughan canta uma das suas versões únicas, não em 1990 (ano da sua morte), mas em 1973 no Japão.


04
Out 08
publicado por Luís Veríssimo, às 14:24link do post | comentar | ver comentários (6)

Ontem à noite custei-me a deixar dormir...


E não foi porque conseguia ouvir a televisão dos vizinhos do lado, de tão alta que estava. E não foi por não ter sono, estava mortinho. E não foi por ter dormitado uma horinha a meio da tarde.


Ontem à noite custei-me a deixar dormir...


Confesso! Foi por sentir a falta do teu calor ao meu lado. Confesso! Ando embriagado... tal como o outro também andava. Confesso! Fazes-me falta.


12
Mai 08
publicado por Luís Veríssimo, às 23:25link do post | comentar | ver comentários (3)

"Há dias descobri que a minha capacidade de amar se tinha esfumado há muito."


Disseram-me isto há umas semanas atrás. Eu fiquei sem palavras. Nada disse. Nunca sei o que dizer nestas situações. Estas afirmações quase que fatalistas deixam-me sem resposta. Eu gosto de ter a capacidade de amar. Ter esta capacidade e possibilidade é extremamente enriquecedor.


19
Mar 08
publicado por Luís Veríssimo, às 20:56link do post | comentar | ver comentários (2)

Entre mim e uma amiga:


"Eu - Sabes, às vezes é bom exorcizar isso tudo que nos vai na alma...
Ela - Exorcizar como?
Eu - Escrevendo, gritando, nadando, tudo isto feito com fúria , muita fúria.
Ela - Pois.. :( Tenho de ver isso.
Eu - Sexando também dá resultado!
Ela -  Luís és uma bomba! Isto só me ajuda a ver que a frase "O amor não basta." faz todo o sentido. Mas neste sentido: o gostarmos de alguém não quer dizer que a pessoa nos faça bem.
Eu - Claro que o amor não basta. Nalgumas relações vai bastando.
Ela - Lá está!"


Não me venham com coisas. Numa relação o amor não basta. Numa relação tem que haver sexo (muito e bom sexo). Numa relação tem que haver conversas (inteligentes e interessantes). E tem que haver muitas mais coisas, como por exemplo, intimidade e cumplicidade. O amor é muito mais que amor.


14
Fev 08
publicado por Luís Veríssimo, às 11:10link do post | comentar


Os filmes de amor são bons de se ver em qualquer altura, mas mais ainda nesta altura. Para assinalar a data escolhi este "Abaixo o Amor" (Down With Love , 2003 de Peyton Reed). O filme é realmente uma história de amor típica, com todos os clichés de uma comédia romântica. As interpretações de Renée Zellweger e Ewan McGregor estão deliciosas, pois são performances muito descontraídas. Contudo a forma como está realizado é o mais interessante, principalmente a montagem e a fotografia. Fica aqui a música final do filme cantada pelos portagonistas "Here's To Love". 



13
Fev 08
publicado por Luís Veríssimo, às 18:00link do post | comentar

«Conheceram-se em 2004 no dia 13 de Fevereiro. Era uma sexta-feira algo gelada. Esse Inverno foi friorento. Véspera do tão temível Valentine's Day. Temível para os "encalhados". Não que isso fosse já um problema sério para ambos. Temível por ser também sexta-feira 13, dia de todos os azares, ou talvez sortes.


Carmensita por essa altura dedicava algum do seu tempo livre à internet e a conhecer rapazes. Andava numa de sexo descartável. Sabia-lhe bem. Adorava usar e ser usada. Mas lá no fundo, no fundo sentia que alguma companhia lhe fazia melhor.


Diogo queria apenas tempo para si. Dedicar-se ao trabalho a todo o custo. O mais importante no momento era a carreira. Mas lá arranjou tempo para dois jantares naquela semana. Um com uma conhecida da internet e outro com amigos.


Combinaram jantar no Restaurante Argentino das Escadinhas do Duque. Marcaram às 20h30 na entrada principal da Estação do Rossio. A hora marcada foi respeitada por ambos, pois ambos são cumpridores dos horários. Carmensita por questões profissionais. Diogo por questões educacionais. Apesar do frio a noite estava límpida e agradável, propícia a encontros amorosos. Ela na altura morava em Benfica e resolveu ir de carro. Não lhe apetecia andar de transportes toda embonecada. E assim teria mais algum tempo para se arranjar. Já ele morava ainda em casa dos pais em Alfama e foi a pé, apesar do frio. Pensou que ir a pé lhe iria fazer bem. Assim poderia desanuviar um pouco a cabeça do trabalho. Lá subiram as Escadinhas do Duque calmamente, como se a vida fosse deliciosa. E sim, a vida sabe às vezes ser deliciosa. Diogo falou pouco, foi comedido em cada palavra que disse. Carmensita já não. É e sempre foi uma fala barato. É muito fácil ter uma conversa com ela. A ele têm que ser por vezes arrancadas as palavras. O restaurante estava apinhado. O que lhes valeu foi que Carmensita havia reservado mesa. O jantar correu-lhes bem. Comeram um delicioso bife de carne de vaca argentina e beberam um bom vinho também argentino. Demoraram-se no jantar, na comida, na bebida. Depois do segundo copo Diogo já estava mais solto. Carmensita não podia abusar muito, pois ainda ia conduzir. Mas abusou... Abusou tanto que convidou Diogo a um copo em sua casa. Este também já abusado de vinho aproveitou e foi. Abusaram sexualmente um do outro. Era o que queriam. Um momento meramente sexual. Deliciaram-se com o suor, o cheiro, a sede, a vontade, dos dois. Depois das delícias estavam ambos cansados e vira-se Diogo muito ensonado para Carmensita:
- Era capaz de dormir abraçado a ti...


- O quê? Estás louco! - respondeu-lhe muito indignada. - Não temos intimidade para essas coisas.


- Vais-me obrigar a ir para casa a estas horas? - eram já 04h.


- Obrigar, obrigar não vou... - Carmensita dá um beijo cínico em Diogo. - Vou apenas expulsar-te literalmente de casa. Apenas isso.


- Como?


- Vá veste-te lá que tenho que descansar.


Atónito e em silêncio Diogo lá se vestiu. Sentiu-se mesmo abusado. Mas afinal não era o que ambos estavam a precisar?»


14
Nov 07
publicado por Luís Veríssimo, às 16:51link do post | comentar | ver comentários (1)

Ao ler este  post fiquei com esta afirmação atrás da orelha. É verdade, uma das coisas que herdamos de cada amor é o cinismo, mas não é só. Herdamos a raiva, a revolta, nalguns casos dívidas, noutros nódoas negras. O amor faz realmente muito bem às pessoas... mas e o que é que fica depois? O que fica quando cada uma das duas pessoas vai para seu lado? Nalgumas situações o amor continua, mas o romance não. O que fica é uma magoa latente à espera de ser expelida...


29
Out 07
publicado por Luís Veríssimo, às 07:14link do post | comentar

Como é que se fala com alguém sobre dívidas? É um assunto realmente muito melindroso. Apesar de eu não ser a favor de falinhas mansas, aqui são imprescindíveis. Mas o tema terá sempre que ser tratado com franqueza directa. Claro que depende da pessoa que está em dívida para connosco.


E se forem dívidas de amor? Como é que se resolve esta questão? Será que se tem mesmo que resolver? Será que se quer resolver? Será que vale mesmo a pena recuperar esta dívida? Já deixei cair em saco roto algumas dívidas de amor. Quer se cobre ou não esta maldita dívida é sempre um processo penoso. As dívidas de amor chegam a provocar feridas físicas no corpo. Feridas essas que deixam marca caso o nosso corpo não seja bom a cicatrizar. E nem com Bepanthene ou Creme Gordo se vai lá.


Ainda não sei se vou cobrar esta dívida de amor. É um assunto a considerar. Não sei qual das duas hipóteses poderá magoar-me mais. Depois vejo isso...



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