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Mai 11
publicado por Luís Veríssimo, às 11:46link do post | comentar

Mataram Osama Bin Laden. Aliás, a América, os Estados Unidos dessa América, matou Bin Laden. Aliás, Barak Obama, Presidente dessa América dos Estados Unidos, Nobel da Paz em 2009, mandou matar Bin Laden. Não concordo com a morte pela morte. Não concordo com a guerra pela guerra. A guerra e a morte são das coisas mais terríveis e dolorosas que se pode experienciar. A guerra e a morte transformam-nos em monstros, em animais que não conheciamos que existiam em nós. Não concordo com o acto de guerra que foi perpetado pela Al-Qaeda às Torres Gémeas do World Trade Center em New York. Ainda hoje o meu estômago dá voltas de cada vez que me lembro que assisti impotente à queda de duas torres em directo na televisão. Mas também não concordo com a morte de Osama Bin Laden. Mas esta é apenas a minha mera opinião.

Cumprindo uma já tradição, a revista Time vai publicar uma edição especial com uma cruz sobre uma imagem de Osama Bin Laden. Esta tradição da Time começou em Maio de 1945 com a publicação de uma edição especial com Adolf Hitler. Em Abril de 2003 publicou outra edição especial com Saddam Hussein, aquando da queda do seu regime no Iraq. Em Junho de 2006 o auto-proclamado líder da Al-Qaeda no Iraq, Abu Musab al-Zarqawi, morreu e mais uma vez a Time publicou uma edição especial com cruz.

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Também não concordo com a morte, mesmo que seja a de um criminoso monstruoso; e parece que estava desarmado.
Portanto, não interessava capturar, interessava matar.
Até posso compreender que a prisão deBin Laden pudesse tornar-se incómoda para os EUA, mas não consigo aceitar esse princípio.
E a tradição da capa da Time é macabra!
Pinguim a 4 de Maio de 2011 às 12:58

Há tradições que são escusadas.

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