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Fev 10
publicado por Luís Veríssimo, às 13:23link do post | comentar

Imaginem um homem ou uma mulher a perderem o seu companheiro/a de há dezasseis anos. Imaginem que essa morte vos consome por dentro. Imaginem que a partir dessa perda mais nada (trabalho por exemplo), nem ninguém (melhores amigos por exemplo), faz sentido para vós. O que fariam? Desejariam morrer? Desejariam que essa dor parasse? Que fariam? Que futuro veriam? Colin Firth é o homem que sofre com essa perda. Colin Firth é o homem esvaziado por essa perda. Colin Firth é esse homem singular terrivelmente devastado.


Um Homem Singular (A Single Man) do estilista americano Tom Ford é dos melhores filmes desta temporada de prémios. A solidão, o luto, a esperança, a vida, a morte e o amor estão eximiamente retratados neste filme a não perder. Com excelentes interpretações, sobretudo a de Colin Firth, que tem aqui a interpretação da sua vida, até ao momento, com uma nomeação mais do que merecida ao Oscar de Melhor Actor. Uma fotografia extraordinária, curiosamente muito semelhante à da série Mad Man. Um bom guarda-roupa, uma boa banda-sonora, uma boa montagem, um bom argumento e uma realização brilhante. Tom Ford consegue provar que não é um mero desenhador de roupa, consegue também provar que é um muito bom realizador e que ainda tem muito para nos oferecer na 7.ª arte.


Visionado ontem, 17/2/2010, em antestreia leva na minha modesta opinião e crítica 5 estrelas em 5 possíveis.


Estranho não receber duas nomeações mais que merecidas: melhor filme (e este ano até são 10...) e Julianne Moore, como sempre admirável.
Ao menos que o Óscar premei Colin Firth; curioso que seria em dois anos consecutivos o prémio para desempenho de personagens homossexuais.
Abraço.
Pinguim a 22 de Fevereiro de 2010 às 17:02

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