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Abr 08
publicado por Luís Veríssimo, às 13:22link do post | comentar

...todos (e todas) nós somos aquilo que concebemos, aquilo que criámos, somos o animal inventado. Desde o primeiro momento em que criamos a personagem temos que ter cuidado. A personagem nunca poderá ser o animal dominante dentro de nós. Caso deixemos, por descuido ou propositadamente, que a personagem domine, passamos a ser completamente a personagem e não nós. Seria muito mais simples não criarmos personagem alguma. Seria muito mais simples dar um tiro no animal assim que víssemos um vislumbre dele. Seria, claro que seria. Mas isso é raro acontecer, senão mesmo impossível. Ou seja, criamos sempre uma personagem. Uma para o trabalho, uma para os amigos, uma para a família, uma para nós mesmos, etc. Tendencialmente apenas criamos uma única personagem com várias variações, ou se quisermos, com várias mutações. Temos que ver este animal inventado como um tuxedo que tiramos do armário todos os dias e o vestimos. Não podemos ter a indumentária sempre vestida, mesmo que nos assente muito bem. Temos que ser nós a dominar e não o nosso outro eu. O saia-casaco não é mais que um outro eu de nós mesmos. Tentem fazer este exercício. Verificarão que será para além de ser difícil, será recompensador.


Compensador é, sem dúvida...
E difícil penso que não será assim tanto, é uma questão de hábito; isto digo eu, porque há muito o faço.
Abraço.
pinguim a 15 de Abril de 2008 às 14:53

É difícil quando se faz este exercício pela primeira vez. Deixa de o ser depois com o hábito. Para além de recompensador é também libertador...
Luís V a 15 de Abril de 2008 às 19:06

"Todos nós nascemos originais e morremos cópias" Jung
ROM a 16 de Abril de 2008 às 12:08

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