Since 1979
29
Abr 11
publicado por Luís Veríssimo, às 14:32link do post | comentar

Will e Kate lá se casaram esta manhã, num casamento que promete modernizar a realeza britânica. Estima-se que cerca de 2 mil milhões de pessoas em todo o mundo assistiram a este enlace real. Agora espero que os deixem viver a sua vida com alguma paz e serenidade. Parabéns aos recém-casados, os novos Condes de Cambridge, e que sejam muitos felizes, claro.

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24
Abr 11
publicado por Luís Veríssimo, às 10:39link do post | comentar | ver comentários (2)

A 28 de Maio de 1926 dá-se a Revolução Nacional. Conduzindo ao fascismo e à ditadura em Portugal. Regime político que termina apenas a 25 de Abril de 1974 com a Revolução dos Cravos. Esta revolução conduziu-nos à liberdade e à libertação de centenas de presos políticos. Durante 48 anos o novo estado perseguiu, prendeu e torturou muitas pessoas, matando algumas centenas também, talvez milhares. 48 penosos anos. Foi o mais longo regime autoritário da Europa Ocidental no século XX.

São os rostos de 16 desses presos políticos que foram torturados que vemos no filme "48" (2009) de Susana de Sousa Dias. Este documentário não é propriamente um documentário. Não documenta, mostra. Mostra-nos de forma fria os retratos de entrada e de saída desses presos. O filme magoa. É um filme difícil de se ver por isso mesmo, porque nos é desconfortável. É arrepiante ouvir os relatos das torturas impiedosas, vis e desumanas. Fazendo da PIDE um monstro real e temível. Este filme é um filme político, de protesto. Que com mestria e sabedoria coloca o dedo na ferida dos efeitos do Estado Novo, que apesar de 37 anos de liberdade ainda está aberta e por sarar. As fotografias não são estáticas, vão-se movendo, um rosto abre-se a outro. Dá-nos o sentido da evolução da tortura espelhada nas caras. Que nos interpelam, avisando-nos que é tão fácil chegar aos regimes que nos retiram todas e quaisquer condições humanas. E é esta dura crueza que nos atinge como um raio.

Em cima na imagem o cartaz do filme e em baixo o trailer.


22
Abr 11
publicado por Luís Veríssimo, às 10:20link do post | comentar | ver comentários (3)

Hoje é sexta-feira. Sexta-feira Santa. Sexta-feira (ainda) não foi alterada com os acordos ortográficos. Sexta-feira escreve-se (ainda) sexta-feira. Mas esta, a de hoje é santa. Como se de um shabat se tratasse. Neste dia que é santo nada, ou quase nada se pode fazer. Não poder comer carne é a "proibição" que mais salta à vista. Eu próprio ontem à noite tirei do congelador um belo frango para assar. Hoje de manhã quando acordei pensei que talvez não fosse boa ideia cozinhar o frango. Isto é uma das muitas tradições e imposições da nossa cultura portuguesa. Irremediavelmente associada ao cristianismo e sobretudo ao catolicismo apostólico românico. Nesta sexta-feira, a santa, não se pode trabalhar. Mas há quem trabalhe para garantir a santidade do dia. O pessoal da famosa troika está lá no "seu" gabinete a ver o que pode continuar a fazer para deprimir ainda mais os portugueses. Essa troika não descansa. Foram esses senhores do Norte que trouxeram a chuva e o mau tempo numa altura em que já estávamos a gozar dias de Verão. Sócrates também foi gozar uns diazinhos para o Algarve. Dizem que está num hotel de luxo. Pois eu acho muito bem que esteja. Que este país é muito cansativo e ter conseguido obter uma boa sondagem depois de tanto trabalho e esforço merece algum descanço. Sócrates é o nosso Cristo, será que vai conseguir ressuscitar nas eleições de 5 de Junho? Mas esta sexta-feira quer-se santa, quer-se apaixonada, com peixe e sem carne, com amigos e em família, a trabalhar ou a ver maus filmes na televisão, a ler jornais ou maus best-sellers. É esta a sexta-feira que temos, uma sexta-feira santa ou a vida selvagem que foi destinada a Portugal.

Capa d' O Inimigo Público de 22 de Abril de 2011.

 


20
Abr 11
publicado por Luís Veríssimo, às 11:33link do post | comentar | ver comentários (1)

... já dizia a música "Olhos Castanhos". Olhos azuis são os meus. Azuis, de um azul escuro, da cor do Oceano (acho). Desde os 18 anos que uso óculos e acho que os olhos azuis desaparecem por detrás do armação e das lentes. em breve vou tentar retomar um projecto antigo: passar a usar lentes de contacto. Há uns anos, andava eu na Faculdade, experimentei as lentes, mas não gostei, não me adaptei. Sentia incómodo por ter um corpo estranho nos olhos. E era um incompetente a colocar as lentes. Desta vez vou tentar com mais esforço e não não vou desistir até me habituar. Estou determinado em fazer mudanças este ano.Na foto uma imagem de Brad Pitt e os seus olhos azuis no novo filme de Terrence Malick, The Tree of Life (2011). Estreia (prevista) em Portugal a 27 de Maio de 2011.


19
Abr 11
publicado por Luís Veríssimo, às 22:33link do post | comentar | ver comentários (3)

Será? Será que este blog irá ressuscistar? Será? Será que este blog está completamente morto, ou ainda tem alguma vida? Será? Será que ainda tenho alguma coisa a dizer de relevante? Será?



Música: "Que Sera, Sera (Whatever Will Be, Will Be)"


Interpretação: Nana Mouskouri


numa versão em alemão

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