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29
Jan 10
publicado por Luís Veríssimo, às 11:04link do post | comentar | ver comentários (3)


Sinopse: "Diz-se que foi na Grécia Antiga que nasceu a Civilização Ocidental e que foi em Atenas, vários séculos antes de Cristo, que nasceu a Democracia. Nas comédias de Aristófanes, por sinal um conservador, no violento e insurrecto humor com que nelas retrata a vida daquela cidade ‘perfeita’, nestes textos escritos há 2.500 anos, fomos encontrar o material para a composição do guião deste espectáculo. É com as confusões e as dificuldades da vida numa sociedade que se quer democrática, a corrupção da sua política, o seu desejo de paz, as suas saudades do campo, a maneira como convive com os seus ‘poetas’, as peripécias sexuais e conjugais que se geram na coexistência do público e do privado, em suma, com a vida da polis, e através das mais que inevitáveis semelhanças com os contratempos dos nossos dias, que este espectáculo quer brincar. Uma grotesca metáfora de todas as Cidades, construída por um grande grupo de actores no palco do São Luiz, teatro da cidade de Lisboa." Luis Miguel Cintra



A cidade, a polis, aquela coisa mística, que em última instância é a representação do estado. A cidade, a polis, cheia de inconsistências, infortuneos e imoralidades. A cidade, a polis, vista pelas comédias de Aristófanes, resgatadas para os dias de hoje por Luís Miguel Cintra. A companhia do Teatro da Cornucópia leva à cena "A Cidade" no Teatro São Luiz. Apesar de ser uma comédia que tende a ser difícil pelo simples facto de ter 3h45 e de o som não ser dos melhores, esta peça é maravilhosa. Sendo a segunda parte melhor que a primeira, contudo é nesta parte que se pode assistir ao melhor quadro da peça: um fabuloso Nuno Lopes a infiltrar-se no mundo das mulheres. Com um elenco enormíssimo, em todos os sentidos, em número e em talento. A destacar-se está o incontornável Luís Miguel Cintra e as brilhantes Márcia Breia, Maria Rueff e Luísa Cruz (sobretudo com o seu pássaro). Nesta cidade cabe tudo: desde o pai que vende as filhas, a um Eurípedes martirizado, passando pelo poder assumido pelas mulheres, elas que representam todas as desgraças do mundo, qual Evas. Se estes atractivos não forem suficientes há ainda o nu (quase) integral de Nuno Lopes. Resumindo, iconicamente, esta peça é uma Revista à Portuguesa com textos gregos.



Info:


A CIDADE, colagem de textos de Aristófanes


(Excertos de Os Acarnenses, Lisístrata, Paz, Pluto, As mulheres que celebram as Tesmosfórias, As Nuvens, Os Cavaleiros, As Mulheres no Parlamento e As Aves) co-produção com o Teatro Municipal de S. Luiz. 


Tradução: Maria de Fátima Sousa e Silva e Custódio Magueijo


Adaptação e colagem: Luis Miguel Cintra


Encenação: Luis Miguel Cintra


Elenco: Bruno Nogueira, Carolina Villaverde Rosado, Dinarte Branco, Dinis Gomes, Duarte Guimarães, Gonçalo Waddington, José Manuel Mendes, Luísa Cruz, Luis Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Márcia Breia, Maria Rueff, Marina Albuquerque, Nuno Lopes, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Rita Loureiro, Sofia Marques e Teresa Madruga.

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28
Jan 10
publicado por Luís Veríssimo, às 10:51link do post | comentar


O final do ano passado trouxe-nos o segundo álbum do companheiro e grande amigo, Júlio Resende, Assim Falava Jazzatustra. As influências filosóficas são mais que notórias. Um álbum mais cheio, mais adulto, mais expansivo. Em resumo, um álbum melhor. Deixo-vos aqui o vídeo promo do álbum:



contactos:


Júlio Resende: página oficial; Facebook, MySpace;


Editora: Clean Feed.


24
Jan 10
publicado por Luís Veríssimo, às 13:37link do post | comentar | ver comentários (1)

Os Screen Actors Guild Awards, mais conhecidos apenas por SAG, foram entregues esta madrugada. Mais um fim-de-semana da época de caça aos prémios que antecedem os Oscars. Escolhidos e votados apenas por actores e actrizes, os SAG premeiam somente as performances, no cinema e na televisão. Desta vez não vi a cerimónia em directo, apenas vi esta manhã os premiados. De salientar apenas que fiquei contente e espantado com a vitória de Inglourious Basterds para o prémio principal, Melhor Elenco - na foto, que corresponde em teoria à categoria de Melhor Filme.



 


O elenco de Inglourious Basterds, da esquerda para a direita: Christoph Waltz, B. J. Novak, Diane Kruger, Eli Roth, Omar Doom e Jacky Ido.


Fica aqui agora a lista dos vencedores:


Melhor Elenco num Filme: Inglourious Basterds;


Melhor Actor num Filme: Jeff Bridges por Crazy Heart;


Melhor Actriz num Filme: Sandra Bullock por The Blind Side;


Melhor Actor Secundário num Filme: Christoph Waltz por Inglourious Basterds;


Melhor Actriz Secundária num Filme: Mo'Nique por Precious: Based on the Novel Push by Sapphire;


Melhor Elenco numa Série Cómica: Glee;


Melhor Elenco numa Série Dramática: Mad Man;


Melhor Actor numa Série Cómica: Alec Baldwin por 30 Rock;


Melhor Actriz numa Série Cómica: Tina Fey por 30 Rock;


Melhor Actor numa Série Dramática: Michael C. Hall por Dexter;


Melhor Actriz numa Série Dramática: Julianna Margulies por The Good Wife;


Melhor Actor numa Mini-Série/Telefilme: Kevin Bacon por Taking Chance;


Melhor Actriz numa Mini-Série/Telefilme: Drew Barrymore por Grey Gardens.


 

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18
Jan 10
publicado por Luís Veríssimo, às 03:50link do post | comentar | ver comentários (2)

A época de caça aos prémios já começou... Já foram entregues os People's Choice Awards e os Critic's Choice Awards, por exemplo. Há pouco foram entregues os Golden Globes Awards. A época de caça continuará muito renhida até 7 de Março aquando da entrega dos Oscars.


Os Golden Globes são entregues pela imprensa estrangeira em Hollywood (HFPA - The Hollywood Foreign Press Association).


A cerimónia dos Golden Globes até correu bem. Um Ricky Gervais competente, com boas piadas, esteve à frente da apresentação. Houve bons discursos como o de Mo'Nique (Melhor Actriz Secundária Cinema). Houve ovações para o Michael C. Hall (Melhor Actor Drama TV) por exemplo, na foto já na sala de imprensa. Houve surpresas como Glee bater 30 Rock e The Office e vencer como Melhor Série Musical/Comédia. Houve injustiças como James Cameron ter roubado o prémio à Kathryn Bigelow como Melhor Realizador. Mas um dos momentos da noite foi sem dúvida a masterclass que Martin Scorsese deu no seu discurso de agradecimento pelo prémio Cecil B. DeMille.


Segue-se a lista dos vencedores pela ordem entregue na cerimónia:

Melhor Actriz Secundária (cinema): Mo'Nique por Precious: Based On The Novel Push By Sapphire;

Melhor Actriz Musical/Comédia (TV): Toni Collette por United States Of Tara;

Melhor Actor Secundário Série/Mini-Série/Telefilme: John Lithgow por Dexter;

Melhor Filme de Animação: Up!;

Melhor Actor Drama (TV): Michael C. Hall por Dexter;

Melhor Actriz Drama (TV): Julianna Margulies por The Good Wife;

Melhor Música Original (cinema): "The Weary Kind" por Crazy Heart, música e letra de Ryan Bingham e T Bone Burnett;

Melhor Banda Sonora Original (cinema): Michael Giacchino por Up!;

Melhor Mini-Série/Telefilme: Grey Gardens;

Melhor Actriz Musical/Comédia (cinema): Meryl Streep por It's Complicated;

Melhor Actor Mini-Série/Telefilme: Kevin Bacon por Taking Chance;

Melhor Actriz Mini-Série/Telefime: Drew Berrymore por Grey Gardens;

Melhor Argumento (cinema): Jason Reitman e Sheldon Turner por Up In The Air;

Melhor Actor Musical/Comédia (TV): Alec Baldwin por 30 Rock;

Melhor Filme Estrangeiro: Das weisse Band - Eine deutsche Kindergeschichte (O Laço Branco - The White Ribbon) da Alemanha;

Melhor Série Drama: Mad Men;

Melhor Actriz Secundária Série/Mini-Série/Telefilme: Chloë Sevigny por Big Love;

Melhor Actor Secundário (Cinema): Christoph Waltz por Inglourious Basterds;

Melhor Realizador: James Cameron por Avatar;

Melhor Série Musical/Comédia: Glee;

Melhor Filme Musical/Comédia: The Hangover;

Melhor Actriz Drama (cinema): Sandra Bullock por The Blind Side;

Melhor Actor Musical/Comédia (cinema): Robert Downey Jr. por Sherlock Holmes;

Melhor Actor Drama (cinema): Jeff Bridges por Crazy Heart;

Melhor Filme Drama (cinema): Avatar.


11
Jan 10
publicado por Luís Veríssimo, às 12:50link do post | comentar | ver comentários (3)

Sexta-feira, dia 8 de Janeiro de 2010, foi um dia histórico. A aprovação da proposta de lei do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo pelo Assembleia da República foi um pequeno passo legal mas um gigante passo para a democracia portuguesa. Fiquei feliz. Comemorei. Claro que a proposta pode encalhar na aprovação ou não pelo Presidente da República. Claro que poderia estar incluída a adopção. Não deixa de ser significativo este pequeno passo.


Fica aqui o link para a intervenção que Miguel Vale de Almeida, deputado do PS, fez na AR na sexta-feira.


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