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31
Dez 08
publicado por Luís Veríssimo, às 15:56link do post | comentar

Bossa Nova


Neste último mês do ano, neste último dia do ano, apresento-vos o 12.º post deste périplo sobre os 50 anos da Bossa Nova. Para acabar o ano em beleza dou-vos a conhecer as duas primeiras canções do que é considerado o primeiro álbum de Bossa Nova. O LP Canção do Amor Demais de Elizete Cardoso apresenta em 1958 ao Brasil e, por arrasto, ao Mundo o swing jazzístico brasileiro, apelidado de Bossa Nova, tendo como grandes repercussores Vinícius de Moraes e António Carlos Jobim.













1. Chega de Saudade, Elizete Cardoso, Canção do Amor Demais (1958)


Vai minha tristeza
E diz a ela que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer

Chega de saudade
A realidade é que sem ela
Não há paz não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim
Não sai de mim
Não sai

Mas, se ela voltar
Se ela voltar que coisa linda!
Que coisa louca!
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos
Que eu darei na sua boca
Dentro dos meus braços, os abraços
Hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim,
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim

Que é pra acabar com esse negócio
De você viver sem mim
Não quero mais esse negócio
De você longe de mim
Vamos deixar esse negócio
De você viver sem mim













2. Serenata do Adeus, Elizete Cardoso, Canção do Amor Demais (1958)


Ai, a lua que no céu surgiu
Não é a mesma que te viu
Nascer nos braços meus
Cai, a noite sobre o nosso amor
E agora só restou do amor
Uma palavra: Adeus
Ai, vontade de ficar mas tendo que ir embora
Ai, que amar é se ir morrendo pela vida afora
É refletir na lágrima, um momento breve
De uma estrela pura cuja luz morreu
Ai, mulher, estrela a refulgir
Parte, mas antes de partir

Rasga meu coração
Crava as garras no meu peito em dor
E esvai em sangue todo o amor
Toda desilusão
Ai, vontade de ficar mas tendo que ir embora
Ai, que amar é se ir morrendo pela vida afora
É refletir na lágrima um momento breve
De uma estrela pura cuja luz morreu</span></span>
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29
Dez 08
publicado por Luís Veríssimo, às 11:23link do post | comentar | ver comentários (2)

De hoje e até ao próximo dia 6 de Janeiro estarei por aqui...


25
Dez 08
publicado por Luís Veríssimo, às 14:12link do post | comentar


A Charlie Brown Christmas, 1965


24
Dez 08
publicado por Luís Veríssimo, às 16:02link do post | comentar


The Nightmare Before Christmas, 1993


23
Dez 08
publicado por Luís Veríssimo, às 16:26link do post | comentar | ver comentários (2)


Merry Christmas Mr. Lawrence, 1983


22
Dez 08
publicado por Luís Veríssimo, às 15:58link do post | comentar


Salvem os ricos - Os Contemporâneos, 2008


18
Dez 08
publicado por Luís Veríssimo, às 19:13link do post | comentar | ver comentários (2)


No cumprimento rigoroso, e para o qual não faltam apetites, da Rota das Pizzas, eu e Luís rumámos ao restaurante di Casa, no C C Vasco da Gama, para provar e avaliar em profundidade e espírito severo e rigoroso as iguarias e atributos da casa, desta vez por sugestão do Luís!

A ocasião sugeria ambientes mais intimistas que, pese embora alguma algazarra de um grupo de rapaziada nova e a dimensão generosa do restaurante, não ficou comprometida. A luz pontual, a decoração em tons escuros, a disposição das mesas de duas pessoas, permitia um certo distanciamento face ao que nos rodeava, permitindo usufruir de ingredientes tão ou mais importantes como a conversa e olhares…
A degustação iniciou-se por uma entrada de Crostini: uma fatia de pão torrado barrada com pesto, a que se junta mozzarela, rúcola e presunto. Saborosa, mais pelo pesto bem doseado, do que pela rúcola e presunto, que pareceram mais correntes e não muito frescos. As pizzas escolhidas foram a Parma para mim (mozzarela, rúcola e presunto) e a Fiorentina para o Luís (mozzarela, ovo, espinafres e parmesão). A escolha deixou-nos razoavelmente satisfeitos, apesar da duplicação que a minha distracção implicou, face à entrada. Mas também aqui se sentiu a falta de frescura das folhas de rúcola e a banalidade das fatias de presunto. No final, apercebemo-nos de que o presunto não é colocado sobre a base da pizza antes de ir ao forno. Se fosse, talvez o resultado fosse diverso… fica a sugestão. A massa era muito agradável: saborosa, leve e estaladiça sem ser dura. Acompanharam-se entrada e pizza com imperiais fresquinhas. Para a sobremesa hesitámos entre a sempre tentadora e refrescante Panacotta e o Biscotto Affogato em Café. Prevaleceu o sabor do último, com um gelado de caramelo envolvido por café expresso, sobre ele vertido no momento. Bastante agradável para um final feliz.
Da impressão geral retivemos ainda dois aspectos a melhorar: a iluminação tende a encadear algumas pessoas por haver alguns focos orientados para a cara de quem está sentado; seria importante esclarecer no momento das reservas que, caso não haja disponibilidade para o dia, poder-se-á tentar aparecer sem reserva, uma vez que há claramente muitos lugares que não estão abrangidos por esse sistema… por pouco não optámos por outro destino…
O preço final ficou-se nos simpáticos 25,70€, razão que explica a concorrida afluência. É claro que em noite de 6ª feira, a rota do centro comercial+jantar+cinema+copo ajuda ao movimento geral…
Avaliação global: 11 valores. Comida razoável e saborosa, mas claramente com possibilidade de melhorar na qualidade dos ingredientes, ambiente descontraído mas sem perder alguma contenção e intimidade nos múltiplos espaços, preço convidativo, serviço simpático qb mas de alguma impessoalidade e demora. Opção para saídas práticas e despreocupadas.

di Casa
cozinha italiana
Centro Comercial Vasco da Gama, 3.º piso, loja 3008
Parque das Nações, 1990-094 Lisboa
tel. +351 218922290
Fax +351 217971053
www.dicasa.pt


12
Dez 08
publicado por Luís Veríssimo, às 12:58link do post | comentar | ver comentários (3)

Às vezes, não muitas felizmente, vejo a minha vida como uma daquelas séries americana. Daquelas bem realizadas, bem filmadas, com bons argumentos, bons actores e boas personagens. Esta série, Living in Lisbon – Viver em Lisboa, teria começado em Setembro de 2001, quando vim para Lisboa estudar. Sendo que já vai na sétima temporada. Já foi reclamado o seu cancelamento, mas agora a série está novamente animada, já que pela primeira vez a maior parte da acção passa-se fora de Lisboa. Começou muito timidamente numa espécie de versão de Dawson’s Creek. Já também passou fases tipo Six Feet Under, Desparate Housewives, Chuck, Punshing Daisies, Heroes, ou mesmo The X Files. Agora está numa fase meio Grey’s Anatomy meio Private Practice. A pior fase foi sem dúvida as duas últimas temporadas em que os desentendimentos das personagens azedaram o aparente entendimento entre actores. Mais parecia uma versão rasca de Beverly Hills, 90210. Os conflitos foram de tal ordem que variadíssimos actores abandonaram a série, uns por despedimento, outros por afastamento das suas personagens, outros ainda pelo seu próprio pé. Os produtores agora fazem exactamente o mesmo que os produtores da série Lost, quem se portar mal vai para o olho da rua. Como qualquer série que se preze, apesar dos conflitos e mal-estar, a cada temporada entram e saem personagens. Para além da minha personagem mantém-se na série apenas mais duas personagens da primeira temporada. É certo que esporadicamente aparecem personagens que já saíram. Mas a melhor fase até agora foi sem sombra de dúvida a que precedeu os conflitos. De momento está outra vez numa boa fase. Com personagens bastante fortes e dinâmicos. Tudo graças a bons actores que foram recentemente contratados. Esta série não é estanque, não se cinge a apenas um tema, é muito vasta, aborda inúmeros assuntos. Desde amores a desamores, desde sexo desenfreado a sexo sem precauções, desde homossexualidade feminina e masculina, até a supostas heterossexualidade, desde doenças graves a sustos hospitalares, desde morte a nascimentos, desde comédia a drama, desde humor a tragédia. Como podem ver esta série é um sucesso estrondoso…


11
Dez 08
publicado por Luís Veríssimo, às 16:47link do post | comentar | ver comentários (3)

Hoje o senhor da foto faz 100 anos... Parabéns! Manoel de Oliveira nasceu no Porto a 11 de Dezembro de 1908. O realizador mais velho do mundo no activo encontra-se neste momento a filmar "Singularidades de uma Rapariga Loura".


Photobucket


Foto roubada ao Sapo pertencente à Lusa.


01
Dez 08
publicado por Luís Veríssimo, às 10:10link do post | comentar | ver comentários (4)

Prazer = Prevenção + Protecção


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