Since 1979
30
Set 08
publicado por Luís Veríssimo, às 16:49link do post | comentar | ver comentários (6)

Bossa Nova


A Bossa Nova também influenciou e muito os cantores portugueses. Este mês trago-vos três fabulosas músicas em três fabulosas vozes femininas portuguesas. Cada uma com o seu registo próprio.













1. Luíza, Jacinta, Day Dream (2005)


As influências jazzisticas de Jacinta (n. 1972) estão bem presentes nesta música. Luiza é um dos clássicos de Tom Jobim. Esta música surge no álbum Day Dream de 2005 como aperitivo para uma série de concertos que Jacinta deu em que cantava músicas de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Ivan Lins e outros.
1. Luiza
Rua,
Espada nua
Boia no céu imensa e amarela
Tão redonda a lua
Como flutua
Vem navegando o azul do firmamento
E no silêncio lento
Um trovador, cheio de estrelas
Escuta agora a canção que eu fiz
Pra te esquecer Luiza
Eu sou apenas um pobre amador
Apaixonado
Um aprendiz do teu amor
Acorda amor
Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração

Vem cá, Luiza
Me dá tua mão
O teu desejo é sempre o meu desejo
Vem, me exorciza
Me dá tua boca
E a rosa louca
Vem me dar um beijo
E um raio de sol
Nos teus cabelos
Como um brilhante que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar Luiza
Luiza
Luiza














2. Beatriz, Maria João & Mário Laginha, Lobos, Raposas e Coiotes (1999)


Maria João (n. 1956) e Mário Laginha (n. 1960) gravaram em 1999 um dos seus melhores álbuns enquanto dupla. Lobos, Raposas e Coiotes foi gravado com a Orquestra Filarmónica de Hannover. Beatriz foi escrita e composta por Edu Lobo e Chico Buarque.
2. Beatriz
Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da actriz

Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da actriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Sim, me leva para sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz

Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da actriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida














3. Nega Maluca, Amália Rodrigues, ???? (????)


Apesar de se associar Amália Rodrigues (1920 - 1999) sempre a fados tristes, melancólicos e saudosos, esta tinha uma veia muito divertida. A par desta música Amália gravou outros temas mais non-sense, como "O Senhor Extraterrestre" e "Fui ao Mar Buscar Sardinhas" (escrita pela própria). Nega Maluca é um original de Evaldo Rui e de Fernando Lobo.
3. Nega Maluca
Ai!
Tava jogando sinuca
Uma nega maluca me apareceu
Vinha com o filho no colo
E dizia pro povo que o filho era meu
Não senhor!

Tava jogando sinuca
Uma nega maluca me apareceu
Vinha com o filho no colo
E dizia pro povo que o filho era meu
Não senhor!

Tome que o filho é seu!
Não senhor!
Guarde que Deus lhe deu!
Não senhor!
Tome que o filho é seu!
Não senhor!
Guarde que Deus lhe deu!

Há tanta gente no mundo
Mas meu azar é profundo
Veja você meu irmão
A bomba estourou na minha mão

Tudo acontece comigo
Eu que nem sou do amor
Até parece castigo
Ou então influência da côr

22
Set 08
publicado por Luís Veríssimo, às 13:47link do post | comentar | ver comentários (1)

Definitivamente In! A revista Com'Out é In. É In por ser uma boa revista. Não é a primeira revista portuguesa dirigida a um público maioritariamente LGBT a surgir no mercado, nem deverá ser a última. Um longo e penoso caminho foi necessário percorrer até se chegar a esta revista. Já era tempo de haver uma publicação com qualidade dirigida à comunidade LGBT. Se bem que esta revista se focaliza para um leque mais vasto e variado de pessoas. Esperei pelo terceiro número para dar a minha opinião. A qualidade tem crescido e espero que continue a crescer. Aliás, é obrigatório que a qualidade continue a crescer. Ao primeiro número temi que esta Com'Out poderia vir a ser uma Zero à portuguesa, mas enganei-me. E ainda bem! Gosto da paginação, não tem erros ortográficos nem frásicos. Gosto do "Out" na capa. Contudo o nome faz lembrar a Time Out... As capas têm tido também uma melhoria, sendo a última, com Michael Phelps, a mais interessante. Agora quer-se mais e melhores... Mais e melhor publicidade, mais e melhores páginas, mais e melhores opiniões, mais e melhores artigos de fundo. Também se quer figuras públicas na capa. Para quem ainda não conhece a revista deixo-vos excertos de opiniões publicadas nos três numeros:


 


"Outro exercício igualmente divertido é imaginarmos cerca de um milhão de armários espalhados pelas ruas. Closets para gente fina. Um armário é um móvel visível. Na rua, seria praticamente impossível não esbarrar com vários ao longo do dia. Pois é. Cada armário seria uma espécie de brinde. Nunca sabemos quem está dentro. E as surpresas seriam muitas. Boas e más, por suuesto." excerto de "A realidade de um armário" de Sara Martinho in Com'Out número 1, Crónicas das Funga H, página 56.


 


 


 


"Um heterossexual masculino pode trocar as pernas em público quando sentado. Porém, deviam existir regras claras sobre a quantos centímetros do joelho inferior descansaria a perna superior. Qual é o ângulo limite em que se pode rodar um pulso? Que grunhido vocal é permitido? Faça-se o manual senhores! Com direito a questionários sobre tiques de cabeça, pulsos, caminhar e pontuação a condizer!" excerto de "«Tens tiques efeminados?»" de António Balzeirão in Com'Out número 2, O Último Que Feche o Armário, página 98.


 


 


 


"Porque nos damos ao trabalho? Muito simplesmente porque somos humanos e podemos também sentir desejo de criar outros seres humanos a quem possamos amar incondicionalmente. Privilegiamos o aspecto social da parentalidade em detrimento do biológico; valorizamos o projecto e não a fatalidade; usamos a biologia, não somos escravos dela. Em breve as histórias de coming out deixarão de ter aquele lamento infeliz e passaremos a dizer "e depois quero ter filhos". excerto de "«E depois quero ter filhos»" de Miguel Vale de Almeida Com'Out número 3, página 18.

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16
Set 08
publicado por Luís Veríssimo, às 11:46link do post | comentar | ver comentários (3)

Nélson Évora foi nomeado para Melhor Atleta Europeu do Ano pela Associação Europeia de Atletismo. Membros especializados da comunicação social, responsáveis das várias federações europeias, um painel de peritos e o público em geral através do seguinte link, irá atribuir o Troféu Waterford Crystal.  De referir que Francis Obikwelu ganhou este mesmo troféu em 2006. Estão à espera de quê? Toca a votar. Foto retirada do site oficial do "triplo saltista".

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12
Set 08
publicado por Luís Veríssimo, às 12:53link do post | comentar | ver comentários (3)

Visionado a 11 de Setembro.



 Cartaz: 3

Diálogos: 2,5

Argumento: 3

Realização: 4

Fotografia: 3

Montagem: 3,5

Personagens: 2,5

Banda Sonora: 5

Som: 3

Intrepertações: 2,5


Média: 3,20


Classificação Geral: 4 em 5


Aspecto Negativo:


Com menos meia hora e menos duas canções, o filme ficaria ainda melhor.


Aspecto Positivo:


A mistura entre documentário e ficção é brilhantemente bem conseguida.


09
Set 08
publicado por Luís Veríssimo, às 13:22link do post | comentar


João Paulo Fernandes (à direita) e António Marques (à esquerda) estiveram na final de boccia BC1, disputando-a um contra o outro. Sendo logo à partida ambos vencedores, João Paulo Fernandes ficou com o ouro e António Marques a prata. Medalhas merecidíssimas. Foto roubada à SIC.


08
Set 08
publicado por Luís Veríssimo, às 10:27link do post | comentar | ver comentários (3)

Fui ontem pela primeira vez à Festa do Avante. Gostei, gostei até bastante. Esta festa não é apenas um comício. É com esta festa que se dá início de mais um ciclo político. É nesta festa que se inicia a rentrée política. Nos últimos tempos tenho visto a Festa do Avante como o último Festival de Verão, mas não se trata nada disto. É uma mostra das acções do PCP nos vários pontos do país e noutros países também. É uma reunião de todos os comunistas, simpatizantes e curiosos. Há exposições, há debates, há discussões, há de tudo e mais alguma coisa. E realmente "não há festa como esta".


07
Set 08
publicado por Luís Veríssimo, às 14:30link do post | comentar | ver comentários (4)

Agora também escrevo no blog Just Say Something, criado e administrado pelo Miguel Pinho da Lixeira Municipal. Um blog comunitário onde várias pessoas, segundo algumas regras, dizem umas coisas de sua justiça. Vou tentar escrever pelo menos uma vez por semana. Não deve ser uma tarefa muito difícil. O meu primeiro post foi sobre onde me apetecia estar neste momento...

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05
Set 08
publicado por Luís Veríssimo, às 08:24link do post | comentar | ver comentários (2)

São realizadas hoje as Eleições Legislativas em Angola. As segundas eleições desde a sua independência e as primeiras desde o fim da Guerra Civil. Se já a campanha eleitoral foi delicada quanto mais não será estas eleições. Em confronto estão o MPLA e a UNITA. O primeiro encontra-se no poder desde a independência. O segundo quer agora ocupar esse lugar. Vamos ver como tudo decorre.



A seguir: o blog Cheiro a Pólvora do jornalista da RTP Luís Castro.


04
Set 08
publicado por Luís Veríssimo, às 20:46link do post | comentar | ver comentários (1)

Visionado a 4 de Setembro.



Cartazes: 4

Diálogos: 3,5

Argumento: 3

Realização: 3

Fotografia: 3

Montagem: 3

Personagens: 4

Banda Sonora: 5

Efeitos Especiais: 3

Trailers e Teasers: 4


Média: 3,25


Classificação Geral: 3 em 5


Aspecto Negativo:


O piroso encapuzado de kitsh! O filme é mesmo muito piroso.


Aspecto Positivo:


kitsh encapuzado de piroso! O filme é saborosamente kitsh.


03
Set 08
publicado por Luís Veríssimo, às 20:01link do post | comentar | ver comentários (3)

Esperaram quase uma hora. Quando a campainha da porta soou, ela levantou-se e foi abrir, mas no patamar não havia ninguém. Atendeu ao telefone interno, Muito bem, ele desce já, respondeu. Voltou para o marido e disse-lhe, Que esperam em baixo, têm ordem expressa de não subir, Pelos vistos o ministério está mesmo assustado, Vamos. Desceram no elevador, ela ajudou o marido a transpor os últimos degraus, depois a entrar na ambulância, voltou à escada para buscar a mala, içou-a sozinha e emporrou-a para dentro. Finalmente subiu e sentou-se ao lado do marido. O condutor da ambulância protestou do banco da frente, Só posso levá-lo a ele, são as ordens que tenho, a senhora saia. A mulher, calmamente, respondeu, Tem de me levar também a mim, ceguei agora mesmo.


José Saramago

Ensaio Sobre a Cegueira

Edição: Diário de Notícias


nota: A edição que tenho na estante é da colecção "Prémios Nobel" publicada em 2003 pelo Diário de Notícias.

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