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Mai 08
publicado por Luís Veríssimo, às 12:45link do post | comentar | ver comentários (4)

Eles (ainda não vi nenhuma elas) entram-me pela porta de casa dentro como se estivessem a entrar num catálogo da IKEA. Uns cheios de sonhos. Outros cheios de desilusão no olhar. Uns querem tudo de tudo. Outros nem sabem o que querem. Uns enojam-se com a desarrumação da casa. Outros cobiçam-me os móveis. “Claro que o esquentador fica! Não?” Ontem queriam negociar comigo o valor dos meus electrodomésticos. Não, é óbvio que não fica. Nada fica! É meu! Ia lá eu deixar o meu mais do que fabuloso frigorífico? Ou o meu fogão de esmalte branco? Ou a minha máquina de lavar roupa alemã? É tudo meu! Não quero que as minhas coisas passem a ser propriedade doutros. Simpatizei com aquele que me perguntou como era ali viver. Respondi-lhe de sorriso rasgado no rosto e de brilho nos olhos. Antipatizei com aquele que ontem disse que aquela zona era uma zona perigosa e com assaltos. Desconhecia tal facto e fiquei estupefacto. Um deles entrará pela porta dentro para viver sonhos, desgostos, amores, desamores, alegrias e tristezas. Eu sairei no final do mês porta fora em direcção a outro concelho e a outra freguesia. E irei ser feliz, muito feliz.

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