Since 1979
06
Jan 12
publicado por Luís Veríssimo, às 04:38link do post | comentar | ver comentários (2)

Decidido que estou em reabilitar este blog... ou melhor em reabilitar a minha prática de escrever sobre coisas minhas e banais (e não apenas sobre política ou cinema), vou transferir este blog para aqui: http://luisv-desde1979.blogspot.com/. A ver se 2012 começa bem... tudo influências de um certo Pinguim, de Dois Coelhos, de um Deus do Olimpo e outros que dão também cartas na blogosfera. Vemo-nos por aí...

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03
Dez 11
publicado por Luís Veríssimo, às 22:25link do post | comentar | ver comentários (2)

Eu já entrei completamente no espírito natalício. E fico ainda mais natalino com músicas de Natal, adoro... Não sendo uma música de Natal, apesar de muitas vezes ser escolhida por cantores para a interpretarem nesta do altura ano, "Dream a Little Dream of Me" foi a música escolhida pela TMN para o seu anúncio natalício numa versão de Áurea. Esta, é para mim, uma das melhores versões desta música. A voz desta miúda é algo que me faz arrepiar todo...

Em cima o anúncio e em baixo uma versão mais longa e sem o coro infantil.


28
Nov 11
publicado por Luís Veríssimo, às 19:03link do post | comentar | ver comentários (1)

Deixo aqui de Júlio Resende, o pianista, não o pintor, a preformance de Júlio Resende Trio de "Silêncio - for the Fado" do álbum "You Taste Like a Song" (2011), num exemplo claro de como o Fado influencia tudo e todos...


27
Nov 11
publicado por Luís Veríssimo, às 18:44link do post | comentar | ver comentários (2)

Para homenagear o Fado como Património Imaterial da Humanidade escolhi para ouvir aqui uma das vozes que ultimamente anda a dar que falar, a de Ricardo Ribeiro. Ele fuma, ele bebe, ele é gordinho, ele é diferente na igualdade que existe no Fado. Gosto do Ricardo, gosto da sua voz, gosto do seu mau feitio, gosto, pronto. Viu-o pela primeira vez ao vivo em 2008 ou 2009 numa das minhas muitas visitas ao Museu do Fado. Fujo assim à escolha obvia de Amália, ou de Celeste, ou de Lucilia, ou de Camané, ou de Mariza, ou de Carlos do Carmo, ou de Alfredo, ou de Ana Moura, ou de...

Ricardo Ribeiro em "Fama de Alfama (Bairro Afamado)", letra de Radamanto (Mote) e Conde Sobral (Glosa), música de José Lopes (Fado Lopes).


09
Out 11
publicado por Luís Veríssimo, às 11:12link do post | comentar | ver comentários (4)

João Canijo é daqueles realizadores portugueses que podem já ser considerados cineastas, pois não se limita a realizar um filme, concebendo-o também, estando por trás do filme em si. Canijo atinge com este "Sangue do Meu Sangue" o patamar que já lhe estava destinado há muito, o de ser tão bom ou melhor realizador e cineasta que um Woody Allen ou um Clint Eastwood, ou um Steven Spielberg, ou outro qualquer grande de Hollywood.

"Sangue do Meu Sangue" conta a história do amor incondicional de uma mãe, Márcia (Rita Blanco), pela sua filha, Cláudia (Cleia Almeida), e do amor incondicional de uma tia, Ivete (Anabela Moreira), pelo seu sobrinho, Joca (Rafael Morais), e de como elas estão dispostas a sacrificar tudo para os salvar. Estes amores incondicionais levam a certas atitudes, acções e comportamentos (talvez) incompreensíveis. O 'amor de mãe', mesmo no caso da tia e do sobrinho, é o maior amor que existe. É capaz de tudo. E tudo pode. E tudo faz. É este amor desmesurado, poderoso e maravilhoso que este filme retrata. Num Portugal da Lisboa que não é assim tão cosmopolita como isso, mas que também não tem que ser forçosamente fatídica e trágica.

Este filme conta com um elenco de primeira linha. Canijo utiliza quase todos os seus actores fetiche, Rita Blanco, Cleia Almeida, Anabela Moreira, Fernando Luís e Beatriz Batarda (num pequeno papel). As interpretações são soberbas, sobretudo das três personagens femininas. Rita Blanco está divina como ela só, e Anabela Moreira e Cleia Almeida desabrocham ainda mais o seu talento. De destacar também a intrepertação de Nuno Lopes, especialmente na cena final com Anabela. Deu bons frutos o facto do argumento escrito e composto em parceria com o realizador e os seus actores, dando espaço de manobra para os actores se identificarem ainda mais com as personagens por si encarnadas, deixando-as fluir sem se anularem. Desde cedo que João Canijo gosta de retratar o Portugal real, não tanto o profundo, mas aquele que existe ao nosso lado, quase sem darmos por isso. Desde "Noite Escura" (2004) que o realizador leva os seus actores para o ambiente onde decide filmar. Na altura foram os bares de alterne, desta vez foram as profundezas do Bairro Padre Cruz em Lisboa. Fazendo de alguns dos seus habitantes actores, interpretando personagens figurantes que dão autenticidade e realismo à película. Parecendo quase um documentário e não tanto uma obra ficcionada.

Só tenho dois pontos a criticar negativamente: o cartaz e o trailer do filme. O trailer é um mero conjunto de imagens do filme apresentadas sem nexo. O cartaz de Pierre Collier parece um trabalho amador. É difícil entender este trabalho do artista francês, sendo ele um veterano no design de bons cartazes de cinema, tendo o seu primeiro trabalho sido feito em 1986.

Eu optei por ir ver a versão longa do filme, de 190 minutos, no Cinema City Classic Alvalade, e agradou-me que para um sábado à noite a sala estar muito bem composta, com poucos lugares vagos. Apesar desta versão ser muito longa vale a pena ver o filme. Perder este filme significa perder um dos melhores trabalhos de João Canijo e significa perder um dos melhores filmes portugueses dos últimos anos.

Classificação: 4,9 em 5.

Em cima, na imagem, o cartaz do filme e em baixo, o trailer.


03
Jun 11
publicado por Luís Veríssimo, às 19:44link do post | comentar | ver comentários (2)

O meu voto conta? Claro que conta. O meu voto tem importância? Claro que tem. O meu voto é decisivo? Claro que é. Assim como o de todos nós. Por isso é muito importante votar em qualquer eleição ou referendo. Por pouco que tenham acompanhado esta campanha, podem verificar que um lado culpa o outro pelo estado em que está o país. Um lado chamou "ignorantes" aos alunos que andaram nas Novas Oportunidades. Esse mesmo lado disse a uma senhora que uma enxadazinha lhe fazia bem quando a dita senhora o mandou trabalhar. O outro lado teve umas alegres figuras de turbante a baterem-lhe palmas. Teve também uns quantos protestos à porta dos seus comícios. O terceiro do "arco governativo" fez uma campanha sem grainhas. À esquerda, o avô parece que fez apenas campanha na sua zona de conforto, não arriscando mais, não ousando mais. A outra esquerda arrisca-se a ser o novo partido do táxi. Os chamados partidos pequenos, sem assento parlamentar, conseguiram que um tribunal, o de Oeiras, interferisse na campanha, obrigando as televisões a transmitir uns debates enfadonhos e monótonos. Em resuma, uma campanha igual às anteriores, cansativa e pouco esclarecedora. Mas o importante é ir votar. Fazer valer a nossa decisão. Mesmo que o resultado não seja a nosso favor. É nas urnas, é através da representatividade parlamentar que nós, cidadãos, temos voz activa. E ainda bem que esta campanha já está a acabar. A partir de segunda-feira é que vão ser elas. A troika andará por aí, a controlar-nos, a vigiar-nos, a fazer-nos a vida ainda mais negra. E não se irá embora sem nos depenar o pouco que já temos...


17
Mai 11
publicado por Luís Veríssimo, às 13:35link do post | comentar | ver comentários (1)

O Festival de Cannes começou a semana passada no dia 11 e prolonga-se até dia 22 de Maio, altura em que se conhece o vencedor da 64ª edição. Dos 20 filmes da Competição Oficial destaco 5 que irão continuar a dar que falar até à entrega dos Oscars do próximo ano. Cheguei a ter esta lista com 7 filmes, mas consegui reduzi-la. A ver vamos se algum dos 5 vence a Palma de Ouro.

Habemus Papam (2011) de Nanni Moretti - O polémico realizador italiano regressa em força com mais uma obra que põe o dedo na ferida mesmo no centro da Igreja Católica. O filme centra-se na história da relação entre o papa recém-eleito (Michel Piccoli) e seu terapeuta (Nanni Moretti).

La Piel Que Habito (2011) de Pedro Almodóvar - Baseado no romance "Tarântula" de Thierry Jonquet, este conto de vingança conta a história de um cirurgião plástico (Antonio Banderas) na caça aos homens que violaram a sua filha. (Em Março passado escrevi um texto para o dezanove.pt sobre o pouco que já se sabia sobre o filme, a ler aqui.)

Melancholia (2011) de Lars von Trier - Este filme catastrofe segue duas irmãs que terão de lidar com o facto de o planeta Melancholia estar em rota de colisão com a Terra, enquanto que Claire (Charlotte Gainsbourg) aceita o destino de uma maneira calma, Justine (Kirsten Dunst) não.

Sleeping Beauty (2011) de Julia Leigh - Uma versão erótica, alternativa e adulta, do conhecido conto de fadas. Lucy (Emily Browning) é uma jovem estudante que se aventura no mundo da prostituição e encontra a sua vocação junto de homens com o fetiche por mulheres que dormem durante o acto sexual.

The Tree of Life (2011) de Terrence Malick - Portagonizado por Brad PittJessica Chastain e Sean Penn, ambientado nos anos 1950 e nos nossos dias a história segue o percurso de vida do filho mais velho de uma família da zona do Midwest americano com três filhos. O filme tem estreia prevista para Portugal já para 26 de Maio.


16
Mai 11
publicado por Luís Veríssimo, às 10:47link do post | comentar

 

Deixo-vos aqui os links dos textos (alguns desactualizados) que escrevi para o dezanove.pt sobre alguns filmes que estiveram presentes no festival internacional de cinema IndieLisboa'11:

"IndieLisboa: Mas o que é que pode haver de novo no amor?": «É a esta simples e complexa pergunta que seis jovens realizadores portugueses tentam responder no filme “O Que Há De Novo No Amor?” (2011).»;

"IndieLisboa: "O Céu Sobre os Ombros" - o nosso pior inimigo somos nós mesmo": «A vida de cada um de nós é um grande e imenso tabuleiro de xadrez, cheio de jogadas complexas e decisões difíceis sem retorno.»;

- "IndieLisboa - Pulso Acelerado: à procura da identidade (vídeo)": «Na secção infanto-juvenil do IndieLisboa, o IndieJúnior, também são mostrados filmes de temática LGBT.»;

- "O vencedor do IndieLisboa: The Ballad Of Genesis And Lady Jaye, uma nova balada de amor (vídeo)": «O Indie também é queer. O Indie também é pan, pansexual, panamoroso. Aliás, esta foi a tónica de todo o festival, o amor nas suas várias formas, com as mais variadas consequências. E isto reflecte-se no filme vencedor deste Indie. "The Ballad Of Genesis And Lady Jaye" (2011) de Marie Losier venceu o Grande Prémio "Cidade de Lisboa".».

 


04
Mai 11
publicado por Luís Veríssimo, às 11:46link do post | comentar | ver comentários (2)

Mataram Osama Bin Laden. Aliás, a América, os Estados Unidos dessa América, matou Bin Laden. Aliás, Barak Obama, Presidente dessa América dos Estados Unidos, Nobel da Paz em 2009, mandou matar Bin Laden. Não concordo com a morte pela morte. Não concordo com a guerra pela guerra. A guerra e a morte são das coisas mais terríveis e dolorosas que se pode experienciar. A guerra e a morte transformam-nos em monstros, em animais que não conheciamos que existiam em nós. Não concordo com o acto de guerra que foi perpetado pela Al-Qaeda às Torres Gémeas do World Trade Center em New York. Ainda hoje o meu estômago dá voltas de cada vez que me lembro que assisti impotente à queda de duas torres em directo na televisão. Mas também não concordo com a morte de Osama Bin Laden. Mas esta é apenas a minha mera opinião.

Cumprindo uma já tradição, a revista Time vai publicar uma edição especial com uma cruz sobre uma imagem de Osama Bin Laden. Esta tradição da Time começou em Maio de 1945 com a publicação de uma edição especial com Adolf Hitler. Em Abril de 2003 publicou outra edição especial com Saddam Hussein, aquando da queda do seu regime no Iraq. Em Junho de 2006 o auto-proclamado líder da Al-Qaeda no Iraq, Abu Musab al-Zarqawi, morreu e mais uma vez a Time publicou uma edição especial com cruz.

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29
Abr 11
publicado por Luís Veríssimo, às 14:32link do post | comentar

Will e Kate lá se casaram esta manhã, num casamento que promete modernizar a realeza britânica. Estima-se que cerca de 2 mil milhões de pessoas em todo o mundo assistiram a este enlace real. Agora espero que os deixem viver a sua vida com alguma paz e serenidade. Parabéns aos recém-casados, os novos Condes de Cambridge, e que sejam muitos felizes, claro.

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